SUBSCRIÇÃO
António Mosquito e Jaime de Freitas

Accionistas angolanos reforçam posição no Caixa Angola e aplaudem entrada em bolsa

09 Sep. 2022 Mercado & Finanças

Os accionistas angolanos do banco Caixa Angola vão reforçar a posição, ficando cada um com 19,5% do capital, e acreditam que a entrada em bolsa vai ser um sucesso.

Accionistas angolanos reforçam posição no Caixa Angola e aplaudem entrada em bolsa

O Caixa Angola iniciou esta semana uma Oferta Pública Inicial de venda de 5.000.000 de acções do banco, representativas de 25% do total, com vista à privatização do capital que estava nas mãos do Estado angolano, através da petrolífera estatal Sonangol.

Desta percentagem, 15% destina-se aos accionistas António Mosquito e Jaime de Freitas, dois empresários angolanos que já detinham 12% cada um e que, conforme explicou um administrador do Caixa Angola, no lançamento da operação abdicaram de exercer o seu direito de preferência.

Os accionistas angolanos tinham direitos de preferência estabelecidos entre acordos de accionistas e facilitaram a operação, abdicando deste direito face à totalidade em venda, tendo agora "a possibilidade de reforçar um pouco o capital no banco por esta via", adiantou Francisco Rosado dos Santos, na segunda-feira.

Questionado pela Lusa sobre se iria adquirir os 7,5% que lhes estão destinados, Jaime de Freitas respondeu afirmativamente, admitindo que poderia até aumentar, caso o outro sócio abdicasse deste direito.

"Penso que a operação vai ser um sucesso e a grande maioria das acções serão vendidas ao valor máximo", disse à Lusa o empresário angolano com interesses nos sectores automóvel, financeiro e turístico.

Jaime de Freitas perspectiva ainda uma valorização das acções no curto prazo já que se espera uma melhoria dos resultados do banco para este ano.

Também António Mosquito disse à Lusa que vai reforçar a sua posição até ao limite de 7,5%, o que considera uma evolução positiva para o banco.

"A privatização dá a possibilidade de os accionistas poderem trabalhar com o banco. É bom para o banco, para Angola e para todos os parceiros, na minha perspectiva", disse o empresário e dono do grupo GAM, ligado à banca, agricultura, construção, petróleo, hotelaria e imobiliário.

As acções têm um intervalo de preços entre 4.250 e 5.000 kwanzas (9,9 euros e 11,7 euros) o que permitirá ao Estado angolano, através da Sonangol, um encaixe financeiro máximo de 25 mil milhões de kwanzas (58,8 milhões de euros).

Além da quota reservada para os accionistas angolanos, outros 2% destinam-se a colaboradores e membros dos órgãos sociais e 8% ao público em geral.

O BCGA vai ser a segunda empresa e o segundo banco cotado em Angola, depois do Banco Angolano de Investimentos (BAI) ter feito a sua estreia na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) em junho.

                                                                                                                               Lusa