SUBSCRIÇÃO
Isaura Cavalcanti, directora-geral da Hard Account

“Maioria das empresas públicas não actua como empresa”

17 Aug. 2022 Grande Entrevista

Professora universitária e líder da Escola de Negócios da Universidade Metropolitana sustenta que as empresas públicas devem seguir o modelo das privadas para que obtenham resultados positivos. No entanto, defende a permanência do Estado em sectores estratégicos e com participação mais interventiva e até elogia o papel das empresas públicas. Isaura Cavalcanti chama a atenção para a importância de uma adaptação da legislação fiscal sobretudo a dirigida à agricultura. Autora de um livro sobre gestão, a empresária afirma que faz falta o conhecimento sobre gestão empresarial e sugere que Angola aposte nos recursos hídricos.

“Maioria das empresas públicas não actua como empresa”

Como olha para a gestão das empresas públicas?

A gestão das empresas públicas não é específica de Angola. No geral, estas instituições têm estruturas muito pesadas e extremamente burocráticas. Aquelas que vocacionam os seus processos com as melhores ferramentas de gestão são as empresas que têm rentabilidade. Por exemplo, a Sonangol é estruturada como se fosse uma empresa privada, com as mesmas ferramentas, modelos e procedimentos operacionais padrão. Torna-se bastante diferente de uma outra empresa pública que apenas comporta o facto de ser uma empresa da máquina estatal. Estas empresas são mais rentáveis em qualquer mercado.

Está a falar de que tipo de ferramentas?

Várias. As empresas têm planos de negócios, que são uma bíblia dos negócios, planos estratégicos e orçamentos. Não falo em mero papel. Estou a falar de orçamentos de custo e receitas bastante fiéis, centrados e que acompanhe a execução, processos e procedimentos bem estabelecidos que permitem a mensuração do desempenho dos gestores. Desta forma, as empresas têm um modelo de gestão orientado para resultados. A grande maioria das empresas do sector público, em qualquer país, sente-se um pouco parte da função pública e não actua como empresas. Em Angola, temos bons exemplos de empresas públicas, como são os casos da Sonangol e da Elisal, preocupadas com o modelo de gestão. 

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