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Na prospecção petrolíferas

Ministro dos Petróleos defende reforço da participação de empresas nacionais no sector

17 Dec. 2021 Mercado & Finanças

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, defendeu hoje em Luanda a importância do reforço da participação de empresas angolanas nas diversas áreas de prospecção petrolífera no país.

Ministro dos Petróleos defende reforço da participação de empresas nacionais no sector

O governante, que falava na sessão de abertura do seminário "Conteúdo Local, para o Fortalecimento do Empresariado Angolano", iniciativa do seu ministério e da ANPG - Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, considerou ser "imperioso" inserir "um número significativo e crescente no leque de empresas angolanas e locais nas empresas operadoras e grandes prestadoras de serviços".

Esses serviços, enumerou, incluem "os processos, sistemas, capital humano e nas áreas chaves, tais como engenharia, manutenção técnica, prospecção e produção e aprovisionamento de materiais e equipamentos especializados".

"Importa realçar, que para um melhor aproveitamento das oportunidades, as empresas nacionais, para além do 'know-how' e domínio das tecnologias requeridas para o fornecimento de bens e prestação de serviços no sector [dos petróleos], devem igualmente aperfeiçoar os aspectos ligados à qualidade, eficiência e produtividade", destacou.

As empresas angolanas "precisam também de ter robustez, e capacidade financeira para a sua inserção no negócio de petróleo e gás", alertou Diamantino de Azevedo, que apelou na sua intervenção à banca para "proactivamente" garantir o apoio necessário.

Azevedo enumerou ainda os passos legislativos que já foram dados para o enquadramento legal da participação das empresas angolanas nas várias dimensões do sector dos petróleos.

O ministro identificou também os constrangimentos por que passa a indústria petrolífera angolana nos últimos anos, tais como o declínio acentuado da produção que se observa desde 2016, originado pelo baixo nível de investimentos nas atividades de exploração, pela não realização de licitações de novas concessões desde 2012 e as constantes oscilações do preço do barril de petróleo desde finais de 2014.

 

                                                                                            Lusa