esta sexta-feira

ARSEG exige pagamento pontual das pensões e defende inclusão do mercado informal

A presidente do Conselho de Administração da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), Filomena Manjata, exigiu às sociedades gestoras de fundos de pensões, esta sexta-feira, o pagamento atempado das prestações aos reformados e defendeu a inclusão dos trabalhadores do mercado informal no sistema de previdência, através da constituição de fundos abertos.

ARSEG exige pagamento pontual das pensões e defende inclusão do mercado informal
Santos Samuesseca

A responsável, que falava à margem da inauguração da agência da ENSA para gestão de fundos de pensões, em Luanda, considerou que o cumprimento dos prazos de pagamento das pensões deve constituir uma prioridade para as entidades gestoras, tendo em conta as necessidades dos beneficiários nesta fase da vida.

“Quando estamos na reforma, temos outras necessidades, e o reformado não pode esperar”, advertiu apelando  para que os pensionistas tenham conhecimento permanente dos seus direitos, das contribuições efectuadas e dos valores a receber no momento da reforma.

No que respeita à inclusão do mercado informal, Filomena Manjata afirmou que os estudos realizados pela entidade reguladora indicam que a fraca adesão aos fundos de pensões não resulta necessariamente da falta de capacidade financeira dos trabalhadores, mas da ausência de confiança nas instituições que prestam estes serviços.

“Verificamos que o mercado informal tem dinheiro, só precisa de confiança, e a confiança adquire-se na prestação de serviços, na experiência do client”, declarou.

Segundo os dados apresentados pela responsável, dos 46 fundos de pensões constituídos no país, a ENSA gere 19, posicionando-se como a segunda maior sociedade gestora do segmento. A responsável considerou que a separação da gestão dos fundos de pensões da actividade seguradora, materializada com a nova agência, acompanha práticas adoptadas por outras instituições.

Ao terminar a sua intervenção, Manjata apresentou o espaço, que funcionou durante quase 50 anos como uma das primeiras agências de comercialização de produtos de seguros em Angola, enquanto iniciativa destinada a preservar o património histórico da instituição e melhorar as condições de atendimento aos clientes e pensionistas.

Por seu turno, durante uma conversa com a imprensa, o presidente do Conselho de Administração da ENSA, Mário Mota Lemos, explicou que a nova estrutura de Gestão de Fundos de Pensões integra duas áreas funcionais: uma dedicada à comercialização de seguros e outra à gestão de fundos de pensões e ao atendimento dos pensionistas, que operam de forma articulada.

O PCA aproveitou ainda a ocasião para avançar dados operacionais da empresa. Segundo afirmou, a ENSA registou um crescimento superior a 10% no número de clientes, acrescentando que a inovação dos produtos tem contribuído para o aumento do volume de prémios.