Cerca de 64% das famílias não têm condições para poupar
Cerca de 64% das famílias inquiridas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) afirmam não ter condições para fazer poupança face à actual situação económica do País. O indicador, apurado no Inquérito de Conjuntura no Consumidor referente ao segundo trimestre de 2026, representa, contudo, uma melhoria face ao período homólogo de 2025, quando a proporção era de 70%.
A reduzida capacidade de poupança contrasta com uma ligeira melhoria das expectativas dos consumidores em relação à actividade económica. O inquérito mostra também que a maioria das famílias mantém uma reduzida disposição para a aquisição de bens duradouros, nomeadamente automóveis.
Quando questionados sobre a intenção de comprar um carro nos próximos dois anos, cerca de 61 em cada 100 inquiridos afirmaram que, com certeza, não pretendem adquirir um veículo automóvel. O resultado representa uma deterioração face ao período homólogo de 2025, quando eram 58 em cada 100 os que afastavam essa possibilidade, correspondendo a um aumento de três pontos percentuais.
Em relação à evolução do desemprego nos próximos 12 meses, as expectativas das famílias melhoraram tanto face ao trimestre anterior como ao período homólogo, apontando para uma redução do nível de desemprego. A perspectiva acompanha o aumento das expectativas quanto ao crescimento do nível de emprego na economia.
No período em referência, também melhorou o grau de optimismo das famílias em relação à evolução da actividade económica nos últimos 12 meses, tanto na comparação trimestral como homóloga.
Os resultados apontam, assim, para uma melhoria das expectativas dos consumidores, embora a capacidade financeira das famílias continue limitada, com quase dois terços dos inquiridos a indicar não ter condições para poupar e uma maioria a afastar a possibilidade de adquirir um automóvel nos próximos dois anos.








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