Moedas africanas enfrentam pressão com aumento da procura por dólares
Xelim ugandês atinge mínimo histórico, enquanto moedas da Zâmbia e do Gana podem continuar a desvalorizar na próxima semana.
As moedas do Uganda, Zâmbia e Gana deverão permanecer sob pressão na próxima semana, perante o aumento da procura por dólares e os efeitos da subida dos preços dos combustíveis, enquanto o xelim queniano deverá manter-se relativamente estável, segundo operadores.
O xelim ugandês atingiu , esta quinta-feira, de acordo com a Reutrs, um novo mínimo histórico de 3.965/3.975 por dólar, face aos 3.925/3.935 registados no final da semana anterior. A pressão resulta sobretudo da procura de moeda estrangeira por importadores de energia e mercadorias, num período que antecede o pico da época de importações.
Na Zâmbia, o kwacha poderá enfrentar nova pressão depois de a agência reguladora de energia aumentar os preços da gasolina e do diesel em cerca de 24%, uma medida que reflecte a subida dos preços internacionais do petróleo, a desvalorização da moeda e a reposição do imposto especial de consumo sobre as importações de combustíveis.
Na quinta-feira, o kwacha estava cotado a 19,95 por dólar, praticamente estável face à semana anterior.
No Gana, o cedi também deverá continuar a perder valor perante a procura persistente por dólares e a reduzida liquidez no mercado cambial. A moeda passou de 11,60 para 11,70 por dólar numa semana. No Quénia, pelo contrário, os operadores prevêem estabilidade do xelim, que estava cotado a 129,45/65 por dólar, próximo dos 129,35/55 registados na semana anterior.







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