Avanço dos diamantes sintéticos ameaça 80% das exportações diamantíferas de Angola
O mercado global de diamantes está a passar por uma transformação definitiva que impacta directamente a economia nacional. Com a crescente pureza e aceitação das pedras sintéticas criadas em laboratório, somadas ao encerramento de várias minas, o fornecimento global de diamantes brutos naturais entrou numa trajectória de quebra sem retorno, alerta o presidente executivo do Dubai Multi Commodities Centre (DMCC), Ahmed bin Sulayem, um dos maiores compradores de diamantes de Angola.
O alerta foi deixado no Dubai num certame que começou ontem. Ahmed bin Sulayem apelou a uma reforma urgente do sector durante a sétima edição da Conferência de Diamantes.
“O fornecimento global de diamantes brutos naturais está a sofrer uma contracção irreversível”, avisou.
A evolução deste cenário acarreta fortes implicações para o país. Segundo dados oficiais do Governo, os Emirados Árabes Unidos, através do hub comercial do Dubai, absorveram 78,6% de todas as exportações de diamantes de Angola em 2025, seguidos à distância pela Bélgica, que registou 19,9%.
Apesar do contexto de crise e da pressão dos diamantes sintéticos sobre a extracção mineira, o Dubai atingiu um recorde histórico de 41,7 mil milhões de dólares no comércio da gema em 2025. O número reafirma o emirado como o principal nó de ligação comercial da indústria e o destino prioritário para o escoamento da produção diamantífera angolana.







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