Dona da Google torna-se a quarta empresa do mundo a valer 4 biliões de dólares
RESULTADOS. Acções da empresa subiram fortemente nesta segunda com a
aposta da Apple no Gemini e foco em inteligência artificial.
Alphabet, dona do Google, entrou para o selecto grupo de empresas avaliadas em 4 biliões de dólares nesta
segunda-feira, 12. As acções da gigante em tecnologia (GOGL34) subiram cerca de 1% depois de a empresa ter
oficializado, com a Apple, uma "colaboração plurianual" para integrar o modelo Gemini ao ecossistema iOS. Com a
valorização, a Alphabet junta-se à Nvidia, Microsoft e Apple, as únicas empresas que já superaram a marca de 4
biliões em valor de mercado. Tanto a Nvidia quanto a Microsoft ultrapassaram a marca pela primeira vez em Julho
do ano passado, enquanto a Apple cruzou esse patamar em Outubro. Entretanto, as avaliações da Apple e da
Microsoft caíram bem abaixo desta marca. A entrada da Alphabet no selecto grupo ocorre após a companhia
encerrar 2025 entre os melhores desempenhos de Wall Street, num ano marcado pela forte concentração de ganhos
nas chamadas "7 Magníficas". Formado pela Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta, Nvidia e Tesla, o grupo
consolidou a sua importância ao representar, colectivamente, mais de um terço de todo o valor do índice S&P 500.
Enquanto o S&P 500 registou um avanço sólido de 17%, o grande destaque positivo foi a Alphabet, que saltou
impressionantes 66%, a maior valorização desde 2009. O desempenho da controladora do Google foi superior ao da
Nvidia, que registou alta de 36%, e da Tesla, avanço de 28%. No lado oposto, Apple, Microsoft, Meta e Amazon
enfrentaram um ano mais difícil, ao entregarem retornos inferiores aos 17% do mercado amplo. O principal motor por
trás dessa disparidade foi a tese da Inteligência Artificial (IA), que deixou de ser uma promessa futurista para se
tornar um factor determinante de fluxo de caixa e confiança dos investidores. Esse movimento de forte valorização
da Alphabet está directamente ligado ao optimismo do mercado com a estratégia da empresa em inteligência
artificial e com a parceria com a Apple. Após reorganizar a aposta em IA, a empresa superou entraves regulatórios e
voltou a posicionar-se na vanguarda do sector, com o lançamento do chip Ironwood, de sétima geração, e do Gemini
3, bem recebido por analistas e desenvolvedores. A decisão da Apple de adoptar o Gemini como base para os seus
modelos de IA e para a próxima geração da Siri reforçou essa percepção, ajudando a dissipar os receios sobre o
futuro da publicidade online e sobre a capacidade de inovação da dona do Google num cenário cada vez mais
dominado por chatbots e agentes de inteligência artificial. Desde Fevereiro de 2025, a Apple estava a testar a
integração do Gemini AI, da Google, ao seu sistema Apple Intelligence. No comunicado ao mercado, a controladora
do Google e a Apple afirmaram que a próxima geração dos modelos Apple Foundation será baseada na arquitectura
Gemini e na infraestrutura de nuvem do Google. De acordo com as empresas, esses modelos "vão ajudar a
impulsionar os futuros recursos de inteligência artificial da Apple, incluindo uma Siri mais personalizada, que será
lançada ainda este ano".








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