Fábrica de massa tomate do Grupo Adérito Areias arranca amanhã sem energia da rede pública
O Grupo Adérito Areias, um conglomerado privado com sede em Benguela, prevê inaugurar, amanhã, a fábrica de massa tomate no Dombe Grande. A inauguração está a ser preparada já alguns dias e enfrenta um problema “real”: não há energia electrica na zona e a fábrica vai funcionar exclusivamente com geradores.
“É o país real. Vamos lutar para que se possa instalar ali energia elétrica. A fábrica está montada e vai arrancar com geradores”, explica o empresário. em declarações ao Valor Económico.
Adérito Areias prevê tentar entrar em concertação com o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, para que a energia electrica chegue ao Dombe Grande, uma vila em Benguela. “É uma «maka’ séria. Vamos lutar com o ministro da Energia e Águas para ver se conseguimos meter luz no dombe Grande. Temos muita energia em Benguela”, declara.
Da parte dos produtores há uma “grande expetativa” para o início da produção da fábrica. De acordo com o produtor, Nelson Rodrigues, a fábrica está perto das fazendas e isso facilita muito os agricultores. O empresário que o ano passado teve de diminuir a produção por falta de escoamento já faz as contas ao que tem que produzir com o início das operações da fábrica.
Outro produtor local, António Noé, entende que a fábrica “vai ajudar bastante os produtores”, mas há que repensar os preços de aquisição do tomate por parte da unidade.
A fábrica tem capacidade de processamento de 150 toneladas/dia e para além da massa tomate prevê produzir também sumos.








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