Desta vez com prazos

Depois da Venezuela, Trump ameaça a Gronelândia e a Colômbia

05 Jan. 2026 Valor Económico | COM AGÊNCIAS Mundo

Após a intervenção militar que culminou na captura do Presidente da Venezuela, o líder norte-americano, Donald Trump, voltou a manifestar a vontade de se dedicar ao território dinamarquês da Gronelândia e ameaçou a Colômbia e ainda chamou o presidente do país latino americano de ser “"muito doente" e que "gosta de fazer cocaína e de a vender aos EUA"

Depois da Venezuela, Trump ameaça a Gronelândia e a Colômbia

"Precisamos da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional, e a Dinamarca não vai conseguir fazê-lo", revelou em resposta à pergunta de um repórter, a bordo do Air Force One, a caminho de Washington, depois de mais um fim de semana em Mar-a-lago, onde acompanhou a invasão do Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas. "Vamos preocupar-nos com a Gronelândia daqui a dois meses... vamos falar da Gronelândia daqui a 20 dias", reforçou, colocando pela primeira vez prazos concretos, para avançar contra um território de um país aliado da NATO. 
"Já chega", reagiu pouco depois o primeiro-ministro da Gronelândia, Jens Frederik Nielsen, já após a primeira-ministra dinamarquesa ter reagido com veemência, dizendo que é "absolutamente absurdo dizer que os Estados Unidos devem assumir o controlo da Gronelândia". No fim de semana, Mette Frederiksen apelou a Washington para que deixasse de "ameaçar o seu aliado histórico". 
Trump também ameaçou ainda o Presidente da Colômbia, com quem mantém uma relação conturbada há muito tempo, com acusações de produção de tráfico de cocaína. Na mesma viagem no Air Force One, o presidente dos EUA declarou que Gustava Petro é "muito doente" e que "gosta de fazer cocaína e de a vender aos EUA".