DEPENDÊNCIA DO EXTERIOR PASSOU DE 69 PARA 73%

Investimento na Refinaria de Luanda ainda sem efeito na redução das importações

COMBUSTÍVEL. Dados mais recentes indicam que, em 2025, a quantidade de combustível importado aumentou 22%, face ao ano anterior, embora os custos totais das aquisições tenham registado uma redução de cerca de 216 milhões de dólares.

Investimento na Refinaria de Luanda ainda sem efeito na redução das importações
Mário Mujetes

O investimento superior a 235 milhões de dólares no novo complexo da Refinaria de Luanda, inaugurado em 2022, continua sem produzir o impacto esperado na redução da dependência do país em relação à importação de combustíveis.

Os dados mais recentes indicam que, em 2025, a quantidade de combustível importado aumentou 22%, face ao ano anterior, embora os custos totais das aquisições tenham registado uma redução de cerca de 216 milhões de dólares. O Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo (IRDP) não esclarece as razões da discrepância entre volume e despesa.

O histórico mostra que, no ano da inauguração do novo complexo, os produtos importados representaram pouco mais de 69% do consumo nacional — a quota mais baixa desde 2022. Em contraste, em 2025, a dependência da importação subiu para 73%, o valor mais elevado do período em análise.


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