Protocolo de cooperação

OPSA condiciona efectividade do pacto BNA-MININT à redução real dos ilícitos financeiros

O sucesso do recente protocolo de cooperação entre o Banco Nacional de Angola (BNA) e o Ministério do Interior (MININT) dependerá exclusivamente da capacidade de ambas as entidades produzirem resultados práticos no combate às infracções financeiras. O alerta foi deixado pelo coordenador do Observatório Político e Social de Angola (OPSA), Sérgio Calundungo, na sequência da assinatura do diploma destinado a reforçar a luta contra a contrafacção de moeda, o cibercrime, as operações cambiais ilegais e o branqueamento de capitais.

OPSA condiciona efectividade do pacto BNA-MININT à redução real dos ilícitos financeiros
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O acordo estabelecido entre as duas instituições visa aperfeiçoar os métodos de investigação, aumentar a capacidade de resposta institucional e proteger a integridade do sistema financeiro e a segurança económica do país.  
Durante a cerimónia de assinatura, o governador do BNA, Manuel Tiago Dias, destacou que o protocolo assenta em duas vertentes estratégicas principais como a promoção da educação e literacia financeira dos efectivos do MININT e a prevenção, combate e repressão directa da actividade financeira ilícita em território nacional. 
Para o ministro do Interior, Manuel Homem, a aliança entre as duas instituições será evidenciada pela conjugação do conhecimento técnico do BNA com a experiência investigativa do MININT, permitindo a criação de mecanismos eficazes de prevenção e detecção de fluxos financeiros suspeitos. 
Ao Valor Económico, o também economista Sérgio Calundungo sublinhou que só após a redução efectiva de práticas que hoje desestabilizam o sistema financeiro e prejudicam a economia angolana se permitirá confirmar se o protocolo ultrapassou a formalidade jurídica e gerou uma verdadeira ruptura na criminalidade económica.  
Sérgio Calundungo reconhece que a articulação entre a autoridade monetária e os órgãos de aplicação da lei reflecte uma resposta coordenada e esperada diante do impacto de práticas ilícitas bem presentes, como os esquemas em pirâmide, o cibercrime e as operações cambiais ilegais que enfermam o sistema financeiro.