Prémios brutos nos seguros sobem 24,34%, enquanto custos com sinistros disparam 49,85%
Os prémios brutos emitidos pelas seguradoras atingiram 328,567 mil milhões de kwanzas no final do primeiro semestre, mais 64,327 mil milhões de kwanzas, ou 24,34%, face ao mesmo período do ano passado.
O desempenho foi impulsionado sobretudo por cinco ramos, com destaque para ‘doença’, que gerou 115,580 mil milhões de kwanzas, mais 32,13% em termos homólogos. Seguiram-se ‘petroquímica’, com 51,170 mil milhões (+16,01%), e ‘automóvel’, com 31,700 mil milhões (+30,19%). A maior parte dos prémios foi emitida directamente pelas seguradoras, confirmando a reduzida participação dos intermediários na actividade. Os mediadores responderam por apenas 2,89% do total, equivalente a 2,304 mil milhões de kwanzas.
Apesar da reduzida participação na emissão de prémios, as comissões pagas aos 37 mediadores cresceram 161,56%, para 8,658 mil milhões de kwanzas.
O aumento dos prémios acompanhou também a expansão do número de apólices. Nos primeiros seis meses do ano foram emitidas mais 430.674 apólices, elevando o total para 747.099. Os seguros automóvel, com 197.093 apólices, e acidentes pessoais, com 156.686, foram os mais subscritos pelos tomadores.
A acompanhar o crescimento da actividade estiveram os custos com sinistros, que ascenderam a 143,238 mil milhões de kwanzas, mais 49,85% face ao período homólogo.
Os maiores desembolsos concentraram-se nos ramos ‘doença’, com 72,014 mil milhões de kwanzas, ‘petroquímica’, com 21,407 mil milhões, e ‘outros danos em coisas’, com 18,324 mil milhões.
A evolução dos custos com sinistros provocou um agravamento de 7,41 pontos percentuais na taxa de sinistralidade, que passou para 43,59%.
Apesar do aumento dos sinistros, o número de reclamações apresentadas contra as seguradoras diminuiu 11% no primeiro semestre, para 317 processos.
O ramo automóvel manteve-se como o principal foco de queixas, com 162 reclamações, correspondentes a 51% do total. Ainda assim, registou um aumento de 1% face ao período anterior.
Seguiram-se os seguros de ‘doença’, com 95 reclamações, e de ‘acidente’, com 32.
Cinco seguradoras concentram a maior parte das queixas. A Ensa lidera, com 62 reclamações, seguida da Sanlam, com 58, da Nossa, com 49, da Fidelidade, com 37, e da Mundial, com 32.
No conjunto, estas cinco seguradoras concentram 238 das 317 reclamações registadas no período, correspondentes a cerca de 75% do total






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