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TAAG afasta intermediários na rota de Cabinda e agências de viagens falam em "injustiça"

A TAAG implementou um novo modelo de comercialização que restringe à venda de bilhetes da ligação Luanda-Cabinda aos seus canais oficiais. A medida retira as agências de viagens intermediárias do processo de venda e disponibiliza de imediato 9.800 lugares para reserva entre 25 de Setembro e 31 de Dezembro.

TAAG afasta intermediários na rota de Cabinda e agências de viagens falam em "injustiça"

O objectivo da companhia é combater a escassez artificial de lugares e garantir maior controlo e transparência. 
Segundo os dados de inventário divulgados pela companhia, dilvulgaos esta esta terça-feira, em comunicado, a aquisição de bilhetes passa a ser feita unicamente no call center, nas lojas físicas dos aeroportos de Cabinda e Dr. António Agostinho Neto, na aplicação móvel Flytaag e no site oficial. 
A transportadora aérea confirma que o volume de frequências operadas e a tarifa subsidiada mantêm-se inalterados, fixando a viagem de ida e volta em classe económica nos 29.717 kwanzas. O novo formato integra o plano de reestruturação comercial da empresa para melhorar o acesso dos passageiros ao serviço. 
 AAVOTA em ‘alerta’ 
A Presidente da Associação das Agências de Viagens e Operadores Turísticos de Angola (AAVOTA), Catarina de Oliveira expressou a sua preocupação face à recente decisão da TAAG de alterar a distribuição do seu inventário aos retalhistas. Embora reconheça a legitimidade da companhia aérea nacional em gerir a comercialização dos seus lugares, a responsável sublinha que as agências de viagem não se revêm nesta medida. 
Segundo a responsável, a directiva entra em contradição com as orientações do país no que respeita à criação de emprego e ao apoio à autonomia financeira das empresas locais. Catarina Oliveira lembrou ainda a génese do subsidiação aos bilhetes de passagem, cujo objectivo central era apoiar a população de Cabinda, uma região sem ligação terrestre ao resto do território nacional, criticando a ausência de filtros e mecanismos que garantissem que a medida beneficiasse, prioritariamente, os residentes locais. 
Catarina Oliveira admitiu a existência de agências que "caçavam" e monopolizavam o inventário de bilhetes, identificadas pela própria transportadora. No entanto, defende que a TAAG deveria ter aplicado sanções direccionadas apenas às entidades infractoras, em vez de penalizar indiscriminadamente todo o sector. 
“Estão a tirar-nos uma fonte de rendimento, uma forma de vivermos, de pagarmos as nossas despesas e de fazer face às obrigações perante o Estado. Sentimo-nos injustiçados por sermos colocados todos no mesmo saco. Não deveria ter sido assim, pois isto desestimula o sector”, revela.