Autoridades ignoram pendentes judiciais sobre activos do Standard Bank e dispersam capital do banco na bolsa
PRIVATIZAÇÃO. Com a aprovação do prospecto, que dá à luz verde para a venda na bolsa angolana, o banco de origem sul-africana constituiu-se em um activo rentável para o Estado angolano depois de confiscada a participação de São Vicente. Banco acredita que processos judiciais não o afectam financeiramente, mas alerta que informações negativas podem impactar venda da participação controlada pelo IGAPE
Seis anos depois de a participação do empresário Carlos São Vicente, no Standard Bank Angola, ter sido arrestada pelo Estado, as autoridades angolanas autorizaram a dispersão de parte desse capital na bolsa de Luanda. Tal como sucedeu com a venda parcial da Unitel, a decisão das autoridades políticas e regulatórias angolanas ignorou o recurso feito pela defesa de Carlos São Vicente a instâncias internacionais, assim como os eventuais impactos futuros para os accionistas do banco. Outra questão ignorada na operação de venda do Standard Bank prende-se com o facto de as acções detidas por Carlos São Vicente puderem ser alvo de outros conflitos judiciais, considerando que o empresário ja havia vendido a sua participação à angolana Inpal, em 2016, numa operação que havia sido autorizada pelas entidades regulatórias angolanas e pela accionista maioritário sul-africano, conforme noticiado pelo Valor Económico na altura.
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