EUA preparam mísseis para manter sistemas S-300 ucranianos em operação
Pacote de 2,68 mil milhões de dólares inclui novos mísseis compatíveis com lançadores soviéticos, mas Washington ainda não revelou fabricante, quantidades ou características do armamento.
Os Estados Unidos aprovaram uma possível venda de equipamento de defesa aérea à Ucrânia no valor de 2,68 mil milhões de dólares, incluindo mísseis designados “S-300 Clone”, destinados aos sistemas soviéticos S-300 ainda utilizados por Kiev.
A venda foi aprovada pelo Departamento de Estado norte-americano, no final de semana, e deverá ser financiada por contribuições de parceiros europeus e por fundos de financiamento militar dos EUA atribuídos durante a administração anterior. A autorização corresponde, contudo, a uma possível venda e está sujeita ao processo de análise no Congresso norte-americano. (Global Security)
A Ucrânia mantém vários lançadores S-300 de origem soviética, mas enfrenta dificuldades para assegurar mísseis para os sistemas. A designação “S-300 Clone”, segundo a CNN, consta da documentação oficial norte-americana, embora as características exactas do armamento ainda não tenham sido divulgadas.
Segundo a Defense Express, trata-se de um novo desenvolvimento destinado aos sistemas S-300 ucranianos, e não de uma reprodução do míssil soviético 5V55.
O projecto de desenvolvimento de um substituto para o S-300 já tinha sido referido em Setembro de 2024 pelo então secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin. Na altura, o responsável afirmou que os EUA, em conjunto com empresas europeias, trabalhavam com a Ucrânia para desenvolver um substituto para o S-300 soviético e para o míssil ar-ar R-27, sem revelar as características dos futuros sistemas.
A documentação agora divulgada não especifica, contudo, o fabricante, o número de mísseis, o alcance ou a distribuição dos 2,68 mil milhões de dólares entre os diferentes componentes. A maior parte dos detalhes técnicos permanece por definir. (TURDEF)
O pacote inclui igualmente mísseis GAM-67, sistemas de foguetes guiados a laser de defesa aérea de alcance alargado, kits de modificação de lançadores, radares RPS 202 para detecção de drones e outros equipamentos. Prevê ainda peças sobressalentes, consumíveis, software, transporte, manutenção e assistência técnica e logística. (Global Security)
Apesar da designação GAM-67 corresponder a um antigo projecto norte-americano de míssil anti-radar dos anos 1950 que não chegou a ser concretizado, a arma prevista no actual pacote corresponde a um novo desenvolvimento. Segundo a Defense Express, foi concebida para sistemas de médio alcance, incluindo plataformas soviéticas que já se encontram em serviço na Ucrânia. (Defence UA)







Porto do Lobito fecha 2025 no "vermelho" com perdas de 3,5 mil...