PCA do CMC defende diversificação das fontes de investimento
O presidente do Conselho de Administração da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), Elmer Serão, defendeu a urgência de diversificar as fontes de financiamento para além do sector bancário tradicional. A posição foi manifestada como uma resposta necessária ao crescimento das exigências de investimento na economia actual.
As declarações do responsável da CMC foram proferidas durante a abertura do 5.º Fórum do Mercado de Capitais, evento que conta com a participação do organismo homólogo do Brasil. Na sua intervenção, Elmer Serão reiterou que a abertura a novas vias de financiamento permitirá à instituição assumir um papel estruturante no desenvolvimento económico.
Segundo o líder do organismo supervisor, torna-se imperativo que o Mercado de Capitais se afirme como uma alternativa sólida e complementar ao crédito bancário. O objectivo passa por aproximar directamente a procura de capital por parte das empresas à oferta dos investidores, garantindo que projectos de investimento relevantes encontrem liquidez e que a poupança das famílias e empresas seja canalizada para a actividade produtiva.
“Mais do que aumentar a dimensão do mercado, importa aumentar a sua relevância para a economia”, sublinhou o presidente do conselho de administração da CMC, marcando a visão estratégica da instituição para os próximos anos.
Para Helmer Serrão, o mercado de capitais assume particular relevância ao permitir uma ligação mais eficiente entre a poupança disponível e as necessidades de investimento da economia, acrescentando que o seu desenvolvimento representa, por isso, uma oportunidade para ampliar as fontes de financiamento das empresas, diversificar as opções de investimento e reforçar a capacidade do sistema financeiro para apoiar o crescimento económico.
Embora reconheça as oportunidades que o PROPRIV oferece, o líder da CMC refere que o desafio vai além das privatizações, defendendo a criação de condições para que as empresas, independentemente de estarem ou não abrangidas por processos de privatização, possam olhar para o mercado de capitais como uma alternativa concreta para financiar o seu crescimento.







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