PCA do BDA antecipa queda do crédito malparado para 30% e garante que a instituição está mais rigorosa
O presidente do Conselho de Administração (PCA) do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), João Quintas, garantiu que os mecanismos internos de recuperação de crédito da instituição estão mais estruturados e que o banco adoptou um “rigor” acrescido para prevenir futuras situações de incumprimento.
O responsável sublinhou que a recuperação da carteira é uma “actividade dinâmica” e de acompanhamento permanente. Segundo João Quintas, citado numa nota do CIPRA, publicada redes socias, a que o Valor económico teve acesso, antes da recente operação com a RECREDIT, cerca de 57% do crédito concedido pelo BDA encontrava-se em incumprimento, cenário que deverá mudar radicalmente nos próximos meses.
“A nossa estimativa é lutar para que, até ao final do ano, tenhamos um nível de incumprimento que tangencie os 30%”, perspectivou o gestor.
BDA transfere dividas para a Recredit
O BDA assinou um acordo com a Recredit para transferir a gestão de uma carteira de empréstimos não pagos. O processo envolve 434 devedores e um valor total que ronda os 261,92 mil milhões de Kwanzas.
A carteira em causa foi submetida a uma avaliação independente conduzida pela auditora PwC Angola, com o objectivo de determinar rigorosamente o seu valor económico e o respectivo potencial de recuperação.
De acordo com uma nota do banco, com esta iniciativa, o BDA pretende “intensificar a recuperação de capitais, optimizar a qualidade dos seus activos e libertar capacidade financeira decisiva para injectar novos financiamentos na economia nacional”.







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