Abandono de infra-estruturas, estradas degradadas e falta de serviços básicos, o retrato de um ‘gigante adormecido’
REPORTAGEM. Da capital provincial às zonas agrícolas e pesqueiras, a deslocação do Valor Económico pelo Cuanza-Sul, entre terça-feira, 22, e sábado, 26, revelou uma província onde o potencial económico nem sempre se traduz em melhores condições de vida e de actividade empresarial. Ao longo de cinco dias, o jornal percorreu, in loco, os municípios do Sumbe, Gangula, Porto Amboim, Conda, Quilenda e Gabela, encontrando uma economia sustentada em grande medida pela informalidade e comunidades que continuam a enfrentar dificuldades no acesso à energia, água potável, estradas, transporte, saúde e educação. O contraste entre o potencial agrícola, pecuário, pesqueiro e turístico e as carências observadas no terreno expõe obstáculos que continuam a limitar a produção, a circulação de pessoas e bens e o acesso aos serviços básicos, apesar dos investimentos realizados em diferentes áreas de infra-estruturas.
A viagem começou em Luanda, às 12 horas de terça-feira, 22 de Setembro, com a equipa do jornal a seguir em direcção ao Cuanza-Sul. Por volta das 16 horas, a equipa de reportagem chegou ao Sumbe, onde iniciou o contacto com a realidade da capital provincial. A tarde foi dedicada às primeiras observações da cidade, enquanto a quarta-feira, desde a manhã, permitiu uma passagem mais demorada por diferentes bairros e pontos de actividade económica.
Durante a permanência da reportagem no Sumbe, a realização do concurso público da Saúde era também visível na dinâmica da cidade. A chegada de candidatos provenientes de Luanda, Uíge, Benguela, Bié, Cuanza-Norte e Huambo aumentou a procura por quartos, transportes e outros serviços.
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