Angola soma 992 fábricas mas deixa quase metade da capacidade por utilizar
Dados divulgados pelo ministro da Indústria e Comércio mostram aumento de 44,19% no número de unidades industriais, mas revelam ainda uma utilização limitada da capacidade produtiva instalada.
A indústria nacional registou um crescimento expressivo no segundo trimestre deste ano, com o número de unidades em funcionamento a atingir as 992. O número representa um salto de 44,19% face ao período homólogo do ano anterior.
Apesar do aumento da actividade empresarial, o sector produtivo continua a enfrentar desafios de eficiência, operando com apenas 54% da sua capacidade instalada, o que deixa 46% do seu potencial sem aproveitamento. Trata-se, ainda assim, de uma recuperação face ao segundo trimestre de 2025, altura em que o indicador se fixava nos 48%.
Os dados foram avançados esta quarta-feira pelo Ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, durante o discurso de abertura da 3.ª edição da Expo-Huambo.
Ao intervir no evento empresarial, Rui Miguêns defendeu a necessidade de Angola produzir mais, transformar mais e comercializar melhor, considerando a diversificação económica fundamental para aumentar a produção nacional, criar empresas e empregos e ampliar a disponibilidade de bens produzidos no país.
Neste sentido, apontou o potencial agrícola, pecuário, agro-industrial e empresarial do Huambo, destacando oportunidades em sectores como a transformação da madeira, a indústria têxtil e de confecções, a transformação de peles e a produção de calçado.






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