Petróleo da África Ocidental ganha nova referência de preços com primeira transacção na plataforma Argus
Primeira operação envolveu 950 mil barris de crude nigeriano e foi avaliada em mais de 115 milhões de dólares, num movimento que reforça a procura por maior transparência na formação de preços do petróleo da região.
Os operadores de petróleo realizaram a primeira transacção de uma carga de crude da África Ocidental na plataforma Argus Open Markets (AOM), num negócio envolvendo 950 mil barris de petróleo nigeriano Qua Iboe, transaccionados com um prémio de 4,10 dólares por barril face ao Brent datado, numa operação realizada com a participação da TotalEnergies e avaliada em mais de 115 milhões de dólares.
A transacção é apontada pela Argus Media como um avanço na formação de preços do crude da África Ocidental, ao permitir que ofertas e propostas sejam registadas num ambiente considerado transparente e auditável, e a iniciativa ganha relevância num mercado em que os preços do crude da África Ocidental são negociados sobretudo com base em diferenciais face a referências internacionais.
Para Adrian Binks, presidente e director executivo da Argus Media, a primeira transacção ocorre num momento de maior procura por crude da África Ocidental, à medida que compradores procuram alternativas ao fornecimento proveniente do Golfo Pérsico. O responsável defende que os diferenciais regionais são fundamentais para comparar diferentes tipos de crude e considera que a operação reforça a importância de mecanismos transparentes de formação de preços no mercado internacional.
Segundo a Argus, a plataforma AOM tem registado maior participação de produtores, comerciantes e refinadores de petróleo da África Ocidental, que utilizam a ferramenta para testar a liquidez e contribuir com informações observáveis para a formação dos preços, enquanto a empresa considera que a concentração de ofertas e negociações num único ambiente pode reduzir a fragmentação tradicional do mercado físico.






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