Burundi aceita receber deportados dos EUA
País junta-se a outras nações africanas que acolhem migrantes deportados ao abrigo da política de imigração da administração Trump, mas exclui pessoas acusadas de crimes ou com ligações terroristas.
O Burundi concordou em receber migrantes deportados dos Estados Unidos para países terceiros, no âmbito da política de imigração da administração do Presidente Donald Trump, mas condicionou o acolhimento à exclusão de pessoas acusadas de crimes ou com alegadas ligações a organizações terroristas, segundo a porta-voz do Presidente Evariste Ndayishimiye, Nancy Ninette Mutoni.
Burundi junta-se, assim, a outros países africanos que já aceitaram receber deportados pelos Estados Unidos ao abrigo de acordos com Washington, entre os quais a Libéria, o Ruanda, a Guiné Equatorial, o Uganda, Essuatíni, o Sudão do Sul, a República Centro-Africana, os Camarões, o Gana, a Serra Leoa, o Burkina Faso e a República da Guiné. Senadores democratas norte-americanos afirmam que estes entendimentos envolveram dezenas de milhões de dólares, enquanto organizações de defesa dos direitos humanos sustentam que os acordos permitem contornar decisões dos tribunais de imigração dos EUA que impediam a repatriação de alguns dos deportados.
Segundo Mutoni, as autoridades burundianas estão a preparar as condições para o acolhimento, incluindo alojamento, alimentação e integração nas comunidades locais. A responsável afirmou ainda que os migrantes poderão contribuir para o desenvolvimento do país e, caso venham a reunir as condições legais, obter a cidadania burundiana.







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