BNA reduz taxa de juro para 14,75% e reservas obrigatórias para 16,5%
O Banco Nacional de Angola decidiu reduzir a taxa de juro de 15,75% para 14,75%, numa descida de um ponto percentual, e baixar, na mesma proporção, as taxas das facilidades permanentes de cedência e de absorção de liquidez, numa altura em que a inflação mensal se fixou em 0,59% em Agosto, abaixo dos 0,75% registados em Julho, enquanto a inflação homóloga se situou em 8,78%, mantendo a trajectória descendente.
Durante a 131.ª reunião do Comité de Política Monetária, realizada esta segunda-feira, o banco central decidiu baixar a taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez, passando de 16,75% para 15,75%, enquanto a taxa da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez baixou de 14,75% para 13,75%. O CPM decidiu ainda reduzir de 17,5% para 16,5% o coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional.
A decisão do BNA de reduzir as taxas é justificada, em comunicado, com os “progressos observados na trajectória da inflação e nas perspectivas da sua evolução no curto e médio prazo”.
Por outro lado, no domínio monetário, a base monetária em moeda nacional aumentou 6,84% em Agosto, depois de uma contracção de 2,50% em Julho. A variação homóloga atingiu 18,68%, enquanto o agregado monetário M2, em moeda nacional, cresceu 23,88% em termos homólogos. O crédito à economia em moeda nacional atingiu 7,31 biliões de kwanzas em Agosto, representando um crescimento homólogo de 11,72%, equivalente a 766,39 mil milhões de kwanzas.
A economia nacional cresceu 8,74% em termos homólogos no segundo trimestre de 2026, conforme a instituição financeira, citando dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). O crescimento foi sustentado pelo sector não petrolífero, que avançou 9,24%, e pelo sector petrolífero, que cresceu 5,64%.
Perante este desempenho, o CPM reviu em alta a previsão de crescimento do PIB para 6,15% em 2026. A projecção para o sector não petrolífero foi igualmente revista para 7,16%, com contributos esperados da agropecuária e silvicultura, pesca e aquicultura, indústria transformadora, comércio e construção.
Até Agosto, o saldo acumulado da conta de bens atingiu 13,55 mil milhões de dólares, contra 11,01 mil milhões de dólares no mesmo período de 2025. As exportações aumentaram 4,54 mil milhões de dólares, enquanto as importações cresceram 2,00 mil milhões. O aumento das exportações foi influenciado pelo desempenho do petróleo, que compensou parcialmente a redução do valor das exportações de diamantes.







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