Informalidade e empresas opacas colocam mercado de capitais sob pressão
ANÁLISE. CMC classifica como altas duas das principais ameaças externas
ao sector, num momento em que o risco global de branqueamento é avaliado
como médio. Regulador identifica necessidade de reforçar capacidade de conhecer quem está por detrás dos negócios.
A informalidade da economia e a existência de estruturas empresariais opacas constituem duas das principais ameaças externas de branqueamento de capitais identificadas no mercado de valores mobiliários angolano, segundo a avaliação realizada pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC).
No Relatório Síntese de Avaliação Sectorial de Risco de Branqueamento de Capitais 2025, o regulador atribui nível alto às duas ameaças, tanto no segmento dos agentes de intermediação — que inclui sociedades distribuidoras e corretoras de valores mobiliários — como nas Sociedades Gestoras de Organismos de Investimento Colectivo (SGOIC).
Apesar da classificação elevada destas duas ameaças, a CMC considera que a ameaça geral de branqueamento de capitais no mercado é média, enquanto o risco global do sector também permanece em nível médio.
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