PCA do IGAPE admite que falta de tempo deixa empresas estratégicas fora da bolsa
O presidente do Conselho de Administração do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), Álvaro Fernão, admitiu a impossibilidade de levar à bolsa várias empresas estratégicas no âmbito do programa de privatizações, devido à escassez de tempo e à falta de condições dessas entidades.
A revelação foi feita durante o 5.º Fórum do Mercado de Capitais, em resposta aos critérios adoptados pelo IGAPE na selecção dos activos estatais destinados à venda pública.
Com o término do programa de privatizações agendado já para Dezembro deste ano, o responsável destacou que o período remanescente é insuficiente para preparar a elegibilidade bolsista das referidas empresas. Perante este cenário, o IGAPE está a direccionar esforços para a captação de parceiros estratégicos. O objectivo passa por atrair investidores com capacidade de gestão, know-how e capital, capazes de rentabilizar os activos e gerar maior valor para a sociedade.
Segundo Álvaro Fernão, este modelo será implementado durante a privatização da Zona Económica Especial e da empresa de telecomunicações e multimédia Angola Telecom. Apesar de o futuro parceiro adquirir apenas 15% das acções, o IGAPE garantirá, através do caderno de encargos, a transferência de algum controlo de gestão para o novo ente.
A nova metodologia, reitera o PCA, visa diminuir a presença do Estado na economia empresarial e tornar os activos mais eficientes, bem como agregar mais valor à sociedade e dinamizar o mercado financeiro, alargando a base de investidores.






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