Trump coloca petróleo, comércio e IA no centro da agenda económica na ONU
Presidente norte-americano admite acordo com o Irão após eleições intercalares, enquanto conflitos, energia e inteligência artificial pressionam a economia mundial.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou esta terça-feira, questões com impacto directo na economia mundial no centro do discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, ao abordar o conflito com o Irão, os riscos para o mercado energético, o desenvolvimento da inteligência artificial e as relações económicas internacionais.
Trump afirmou acreditar que os Estados Unidos poderão alcançar um acordo com o Irão após as eleições intercalares norte-americanas, embora tenha admitido a possibilidade de uma escalada do conflito. A tensão entre Washington e Teerão tem repercussões nos mercados, sobretudo sobre o petróleo e as rotas de transporte de energia, num momento em que o Estreito de Ormuz permanece sob forte atenção internacional.
A inteligência artificial foi outro dos temas com implicações económicas abordados por Trump. O Presidente norte-americano defendeu que os Estados Unidos devem acelerar o desenvolvimento da tecnologia e afirmou que não pretende restringir o seu crescimento, numa disputa tecnológica que envolve investimentos, produtividade, infra-estruturas digitais e competitividade entre as maiores economias mundiais.
À margem da Assembleia Geral, Trump deverá ainda reunir-se com vários líderes, enquanto Estados Unidos, Dinamarca e Gronelândia avançam para um acordo destinado a ampliar a presença militar norte-americana no território autónomo dinamarquês. A disputa em torno da Gronelândia tem também uma dimensão económica e estratégica relacionada com recursos naturais, rotas marítimas e posição geopolítica no Árctico.
O encontro de Nova Iorque decorre num contexto de elevada incerteza económica internacional, marcado pelas guerras no Médio Oriente e na Ucrânia, pelas tensões comerciais entre grandes economias e pela corrida ao domínio das tecnologias de inteligência artificial.







Porto do Lobito fecha 2025 no "vermelho" com perdas de 3,5 mil...