INVESTIMENTO ESTRANGEIRO

EUA preparam empréstimo de 100 milhões de dólares à Africell para expandir redes de telecomunicações em África

11 Sep. 2026 Valor Económico Mundo

Financiamento do EXIM Bank pretende ampliar o uso de tecnologia norte-americana e reduzir a dependência de equipamentos chineses nas redes africanas.

EUA preparam empréstimo de 100 milhões de dólares à Africell para expandir redes de telecomunicações em África
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Os Estados Unidos preparam um empréstimo de quase 100 milhões de dólares à Africell para financiar a expansão e modernização das suas redes de telecomunicações em África, numa iniciativa que reforça a disputa tecnológica de Washington com a China e procura limitar a presença da Huawei no continente, segundo a Reuters.

A operação será realizada pelo Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos (EXIM) e permitirá à Africell investir em tecnologias móveis de última geração de fornecedores norte-americanos e de países aliados. Segundo um projecto de comunicado analisado pela Reuters, o financiamento deverá apoiar a construção de uma infraestrutura de comunicações considerada mais segura e fiável.

O empréstimo integra a estratégia de Washington para promover equipamentos de telecomunicações não chineses no exterior. A Huawei, alvo de sanções norte-americanas devido a alegações de possíveis riscos de espionagem, detém cerca de 52% do mercado de infra-estruturas 5G em África, de acordo com a Counterpoint Research.

A iniciativa também dá seguimento a uma ordem executiva de Donald Trump, de 2025, que determina às agências norte-americanas a promoção de tecnologia dos EUA no exterior, incluindo inteligência artificial, armazenamento de dados, serviços de computação em nuvem e redes. A estratégia retoma, em parte, a política de “rede limpa” lançada durante o primeiro mandato de Trump.

Fundada em 2001, a Africell é a única operadora de telecomunicações de propriedade norte-americana em África e atende cerca de 15 milhões de clientes em Angola, Gâmbia, República Democrática do Congo e Serra Leoa. Em Angola, a empresa já utilizou tecnologia de empresas como HP, Nokia, Dell e Oracle no seu centro de dados.