greve iniciada no passado dia 24 de Setembro

Oficiais de Justiça e Governo à mesa das negociações para suspender paralisação

A greve dos oficiais de Justiça, iniciada no passado dia 24 de Setembro, poderá chegar hoje ao fim. O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTESS) e o Sindicato dos Oficiais de Justiça de Angola (SOJA) reúnem-se esta tarde para tentar alcançar um acordo que ponha termo à paralisia que já se arrasta há uma semana.

Oficiais de Justiça e Governo à mesa das negociações para suspender paralisação
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Em cima da mesa estarão os pontos nucleares do caderno reivindicativo anteriormente remetido ao Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos. De acordo com fontes ligadas ao processo, a expectativa de ambas as partes reside na obtenção de um consenso que viabilize a suspensão imediata da paralisação dos serviços. 
Em causa estão uma série de questões que os operadores de Justiça querem ver resolvidas, nomeadamente a falta de actualização de carreira, más condições de trabalho, ausência de concursos internos que correspondam à procura e a falta de subsídio de isolamento para os oficiais que trabalham em zonas recônditas. 
Para o porta-voz do SOJA, Denilson Duro, que espera que os pontos reivindicados sejam susceptíveis de negociação para uma solução efectiva, a greve é uma ferramenta de pressão e os agentes continuarão nas suas casas até que se encontre uma resposta. 
Denilson Duro sublinha que o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos tem arrecadado dinheiro suficiente que permite criar melhores condições de trabalho aos seus oficiais, acrescentando ser inadmissível existir, actualmente, funcionários a operar em péssimas condições, “o que demonstra falta de transparência na gestão”. 
“Por sermos um órgão que é arrecadador, que tem receitas próprias, não devíamos estar na precariedade dos nossos serviços. Outra questão que nos preocupa é mesmo a insensibilidade de poder resolver essas questões sem resvalar em conflito”, lamenta. 
O porta-voz revela que os colegas que aderiram à greve estão todos sob punição de faltas e, por este motivo, defende uma nova configuração de como se devem estabelecer relações perante as diversas instituições que integram o Conselho de Justiça.