Para a realização de uma nova convenção

Coordenador do PHA teme interferência financeira da presidente deposta

O coordenador-geral do Partido Humanista de Angola (PHA), Ivo Ginguma, manifestou este sábado preocupação em relação ao sucesso da nova Convenção Nacional do partido, agendada para 5 de dezembro. Em causa está o alegado monopólio do controlo financeiro e patrimonial mantido pela presidente destituída, Florbela Malaquias.

Coordenador do PHA teme interferência financeira da presidente deposta
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A convocação do novo conclave decorre da decisão do Tribunal Constitucional, que anulou a I Convenção Nacional, realizada em Agosto do ano passado, na qual Florbela Malaquias tinha sido reeleita na liderança da formação política. 
Segundo o Acórdão n.º 1125/26, que determina a realização de uma nova convenção em estrito cumprimento dos estatutos do partido, a responsável foi afastada do cargo após o tribunal considerar que a sua eleição esteve eivada de irregularidades. 
Com o novo conclave às portas, Ivo Ginguma teme que a presidente deposta, por ter a máquina financeira e o património sob o seu domínio, possa interferir no êxito da I Convenção Nacional que, entre outros assuntos, visa também eleger a futura liderança do partido. 
“Neste momento, quem está a responder pela questão patrimonial ou financeira do partido é só a presidente Florbela. Ela é quem tem o controlo de tudo. Nem os outros militantes sequer sabem, nem os outros membros da Comissão Política têm sequer noção do que o partido tem como questão financeira”, afirma. 
Ginguma revela que, durante a reunião da Comissão Política, aprazada para os dias 3 e 4 deste mês, os participantes discutirão, entre outras coisas, a vida financeira e patrimonial do partido, a fim de “garantir que os trabalhos para a preparação da convenção não venham a ser surpreendidos com informações de última hora”. 
O político garante que está em curso, em todo o país, um levantamento sobre os recursos humanos e o património afectos ao PHA, como forma de garantir uma melhor gestão do partido. 
Segundo o responsável, é desejo dos membros da direcção do seu partido que haja múltiplas candidaturas na próxima convenção, visando o cumprimento dos estatutos e a demonstração da democracia interna.