Imprensa Nacional deixa prejuízos e lucra 36,8 milhões, mas auditor avisa para fragilidades fiscais
A Imprensa Nacional registou, em 2025, lucros superiores a 36,8 milhões de kwanzas, o que representa um crescimento de 127% face ao exercício anterior. Em 2024, a instituição afecta ao Conselho de Ministros tinha contabilizado prejuízos na ordem dos 134,2 milhões de kwanzas.
De acordo com o relatório e contas de 2025, consultado pelo Valor Económico, os custos com o pessoal fixaram-se nos 2,01 mil milhões de kwanzas. O valor traduz um ligeiro aumento de 0,6% em relação ao ano anterior, período em que a empresa pública despendeu 1,9 mil milhões de kwanzas nesta rubrica.
No parecer emitido sobre os documentos de prestação de contas, a auditora independente Audiconta conclui que o balanço reflete de forma apropriada a posição financeira da empresa. Contudo, os auditores deixaram vários alertas referentes a fragilidades no controlo interno e a potenciais contingências fiscais.
O auditor independente sublinha ter evidência sobre fragilidades a nível dos sistemas de controlo interno, nomeadamente a inexistência de reconciliações entre os registos contabísticos e o suporte documental que lhes dá origem em diversas rubricas. Refere, por isso, que esta insuficiência poderá constituir riscos de competência significativos, tornando-se essenciais os ajustes propostos pela entidade auditora na sua carta de recomendações.
Por outro lado, o auditor manifesta a necessidade de se clarificarem as responsabilidades em matéria fiscal relativas a vários impostos que têm gerado divergências de opinião entre os entes públicos e os contribuintes. Conclui ainda que as autoridades fiscais e económicas, bem como os inspectores do Instituto Nacional de Segurança Social, têm a possibilidade de rever a situação da Imprensa Nacional num período de 10 anos.







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