Angolanos no ‘top 3’ dos estrangeiros que mais apostam online em Portugal
Os cidadãos angolanos representaram 8,5% do total de jogadores estrangeiros registados nas plataformas de jogo online em Portugal durante o segundo trimestre de 2026. Segundo os dados divulgados pelo Serviço de Regulação e Inspecção de Jogos (SRIJ), Angola consolida-se assim no ‘top 3’ das nacionalidades com maior presença no sector, posicionando-se logo a seguir ao Brasil e ultrapassando países como Cabo Verde e o Nepal.
De acordo com o SRIJ, no final do segundo trimestre, os jogadores de nacionalidade estrangeira correspondiam a 6,4% dos registos nas plataformas de jogo online em Portugal, num total de 314.528 pessoas. Entretanto, os cidadãos portugueses continuavam a representar a maioria, com 93,6% dos registos, equivalentes a 4,91 milhões de jogadores.
Entre os estrangeiros, os brasileiros concentravam a maior parcela, com 46,1%, correspondentes a 144.997 cidadãos. Angola surgia em seguida, com 8,5%, enquanto Cabo Verde e Nepal representavam 8,1% e 8%, respectivamente. Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe respondiam por 5,2% e 4,2%.
Considerando os três países, Angola, Cabo Verde e Nepal, os respectivos cidadãos representavam, em conjunto, 24,6% dos registos de jogadores com nacionalidade estrangeira. O dado coloca estas três nacionalidades entre as mais representadas no mercado português, embora o relatório não apresente, neste indicador, informações sobre o valor efectivamente apostado por cada nacionalidade.
Em Portugal, os jogos e apostas online geraram 651,9 milhões de euros em receitas brutas entre Janeiro e Junho de 2026, dos quais 244,6 milhões de euros resultaram de apostas desportivas.
Estes dados surgem num contexto de crescente debate sobre os efeitos sociais e económicos das apostas online. Por exemplo, no Brasil, onde os cidadãos representam 46,1% dos jogadores estrangeiros registados em Portugal, o Governo proibiu provisoriamente, em Setembro, o funcionamento de casinos online e plataformas de apostas desportivas, numa medida apresentada como resposta ao endividamento das famílias associado aos jogos online.







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