Dólar atinge máximo de duas semanas com conflito no Médio Oriente e juros em foco
Moeda norte-americana beneficia da procura por activos de refúgio, enquanto investidores avaliam as trajectórias das taxas de juro nas principais economias.
O dólar atingiu, esta quarta-feira, o nível mais elevado em duas semanas, impulsionado pela procura por activos de refúgio, num contexto de novas tensões entre os Estados Unidos e o Irão e de preocupações com os efeitos económicos de um eventual choque energético.
Os Estados Unidos e o Irão voltaram a trocar ataques, aumentando os receios sobre o abastecimento e os preços do petróleo. Paralelamente, os investidores acompanham as perspectivas para as taxas de juro, com o Banco Central Europeu próximo do fim do ciclo de subida, enquanto aumentam as expectativas de novo aperto monetário nos Estados Unidos.
O índice do dólar avançou 0,11%, para 99,76 pontos, depois de atingir 99,808 pontos, o nível mais elevado desde 17 de Agosto. Por sua vez, o euro recuou 0,16%, para 1,1575 dólares, enquanto os mercados passaram a atribuir uma probabilidade de 70% a uma subida dos juros pelo Federal Reserve em Setembro, contra cerca de 40% na semana anterior.
A evolução do mercado cambial ocorre num cenário de pressão sobre a dívida norte-americana. A yield dos títulos do Tesouro dos EUA a 10 anos subiu para 4,812%, o nível mais elevado desde Novembro de 2023, reflectindo preocupações com a inflação e a trajectória fiscal do país.
No Japão, o iene valorizou-se 0,45%, para 159,50 por dólar, mantendo-se próximo da barreira dos 160. O governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, admitiu a possibilidade de novos aumentos das taxas de juro, enquanto o dólar neozelandês recuou 1,01%, para 0,5844 dólares, apesar da subida da taxa de referência do banco central do país.








DOIS PALÁCIOS E AS PRIORIDADES DE ANGOLA