em 2025

Mulheres são maioria na comunidade angolana em Portugal e ultrapassam a barreira dos 50 Mil

O contingente feminino continua a ser maioritário entre os cidadãos angolanos a residir em Portugal. Segundo os dados do Relatório de Migrações e Asilo de 2025, publicado pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), mais de 50 mil mulheres angolanas possuem residência legal no país, um número que não inclui os processos pendentes nem os cidadãos com dupla nacionalidade.

Mulheres são maioria na comunidade angolana em Portugal e ultrapassam a barreira dos 50 Mil
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O total de homens residentes fixa-se nos 48 198, traduzindo uma diferença de 2600 pessoas a favor do sexo feminino. Esta disparidade demográfica reflecte uma clara tendência de fixação e de estabilização dos agregados familiares. 
Com estes valores, Angola consolidou-se como a segunda maior comunidade estrangeira em Portugal, surgindo no mapa migratório apenas atrás do Brasil. A forte representação angolana, em conjunto com países como Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, reforça o papel estruturante da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na demografia e no mercado de trabalho nacional. 
Apesar do predomínio feminino no total de residentes, a emissão de novos títulos aponta para um comportamento distinto no período analisado: das 14 360 novas autorizações de residência concedidas a cidadãos angolanos, 7 608 foram atribuídas a homens e 6 752 a mulheres.