Comité Central da FNLA ataca Nimi a Simbi e classifica líder como “incumpridor-mor” da lei
O presidente da Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA), Nimi a Simbi, está a ser acusado por membros do Comité Central do seu partido de ser o “incumpridor-mor das leis angolanas”, na sequência do adiamento da data da realização do VI Congresso da força política fundada por Holden Roberto.
As críticas surgem após a alteração, no passado dia 18 deste mês, do calendário do evento. O conclave, anteriormente previsto para decorrer entre os dias 23 e 25 deste mês, foi reagendado para o período de 25 a 27 de Novembro.
Além de classificarem a decisão como “um adiamento em cima da hora” por ter sido anunciada a escassos cinco dias da data inicialmente prevista , os membros do Comité Central, órgão competente para deliberar sobre as matérias do evento, denunciam que não foram consultados antes da deliberação, descumpringo o que recomendam os estatutos do partido.
Em declarações sobre a matéria, o ex-porta-voz do partido, Ndonda Nzinga, afirmou que os argumentos apresentados pelo líder da FNLA “não convencem”. O responsável sugeriu a realização do congresso nos termos indicados pela providência cautelar instaurada, a qual deu razão aos militantes que exigem a realização urgente do encontro.
Ndonda Nzinga destacou ainda que todos os membros do Comité Central e do Bureau Político conscientes e com sentido de Estado estão alinhados em cumprir rigorosamente o espírito e a letra dos estatutos e da lei.
A decisão também foi contestada por Ngola Kabangu, antigo líder da FNLA, que considerou, igualmente, tratar-se de “uma violação grosseira dos estatutos”, por defender ser da competência do Comité Central do partido o acto de adiar ou não um evento que foi marcado em sede deste órgão.
Face às indecisões do presidente Nimi a Simbi, o Tribunal Constitucional determinou, através de um acórdão datado de 6 de Agosto último, a adopção das medidas necessárias à regular convocação e realização do VI Congresso Ordinário da FNLA, em observância das exigências estatutárias e legais aplicáveis.
Como base para o adiamento, Nimi a Simbi aponta a suposta escassez de recursos financeiros capazes de cobrir as despesas que o conclave exige.
“A comissão preparatória apresentou a dificuldade financeira, uma vez que estava tão próxima a realização do congresso, mas era apenas uma data anunciada, porque ainda não havia sido convocada”, justificou a porta-voz da FNLA, Maria Bunlevu.
O Valor Económico tentou ouvir o presidente da FNLA, mas sem sucesso.







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