em 2025

Resultado líquido do Fundo Soberano de Angola dispara 200% para 527 milhões de dólares

O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) encerrou o exercício de 2025 com um crescimento significativo nos seus principais indicadores financeiros, impulsionado por um resultado líquido de 527 milhões de dólares, um disparo de aproximadamente 200% em comparação com os 176 milhões alcançados em 2024.

Resultado líquido do Fundo Soberano de Angola dispara 200% para 527 milhões de dólares
Santos Samuesseca

Durante a apresentação dos relatórios de contas, o presidente do conselho de administração do FSDEA e antigo ministro das Finanças, Armando Manuel, sublinhou a dimensão estratégica dos fundos geridos. O responsável frisou que os recursos à guarda da instituição não constituem meros activos financeiros, mas sim património público e uma poupança intergeracional que carrega "uma responsabilidade perante os angolanos de hoje e as gerações que nos sucederão".  
O balanço financeiro revela que o activo total da instituição atingiu mais de 4,7 mil milhões de dólares, o que representa uma subida de 18% face aos 3,9 mil milhões contabilizados no período homólogo de 2024. Por sua vez, os capitais próprios ascenderam a 4,5 mil milhões de dólares, fixando-se em 95,7% da totalidade dos activos da organização. 
O presidente do conselho de administração do Fundo Soberano de Angola (FSDEA), Armando Manuel, sublinhou que a instituição se foca na rentabilidade dos rendimentos, na preservação do capital, na gestão prudente do risco e na qualidade dos activos da sua carteira. Contudo, o responsável apelou para a importância de compreender como o património está a ser transformado, protegido e colocado ao serviço dos interesses estratégicos do país a longo prazo.  
O antigo ministro das Finanças defendeu a necessidade de maior capacidade para atravessar ciclos económicos, absorver a volatilidade do curto prazo e tomar decisões cujo verdadeiro valor, por vezes, só se reconhece passados vários anos. “Uma parte do nosso capital deve ser também capaz de actuar como capital paciente e catalítico, apoiando os investimentos estruturantes, mobilizando outros investidores e contribuindo para transformar oportunidades económicas em activos produtivos”, destacou Armando Manuel.