EXPLORAÇÃO MINEIRA

Kinshasa acelera estratégia para atrair capital ocidental nos sectores do cobre e do cobalto e reduzir a hegemonia chinesa nas cadeias de abastecimento.

16 Sep. 2026 Valor Económico Mundo

 

Kinshasa acelera estratégia para atrair capital ocidental nos sectores do cobre e do cobalto e reduzir a hegemonia chinesa nas cadeias de abastecimento.

Kinshasa acelera estratégia para atrair capital ocidental nos sectores do cobre e do cobalto e reduzir a hegemonia chinesa nas cadeias de abastecimento.
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A República Democrática do Congo (RDC) aprovou a criação de uma força-tarefa governamental destinada a acelerar a execução da sua parceria estratégica no sector dos minerais críticos com os Estados Unidos. A decisão do Gabinete congolês visa reforçar a atracção de investimentos ocidentais para os sectores do cobre e do cobalto, consolidando os esforços de Kinshasa para diversificar as suas fontes de financiamento e desafiar a forte presença e o domínio da China na exploração dos seus recursos naturais.

A criação formal da "Força-Tarefa RDC-EUA", deliberada em Conselho de Ministros, Refere a Reutrs, pretende traduzir os compromissos assumidos no acordo bilateral assinado em Dezembro passado em resultados económicos e de segurança concretos para a população, e a entrada em funcionamento deste órgão, que esteve inicialmente prevista para Fevereiro mas sofreu atrasos devido a entraves administrativos, decorre sem que tenham sido revelados pormenores sobre a sua composição ou sobre os projectos prioritários sob a sua supervisão.

O acordo com Washington já impulsionou investimentos no sector extractivo congolês com apoio norte-americano, através da Virtus Minerals, e permitiu alargar os contratos de fornecimento de cobre da estatal Gecamines com as negociadoras globais Mercuria e Glencore. Uma iniciativa que enquadra-se no esforço directo de Washington para contrabalançar a hegemonia chinesa no controlo dos minerais fundamentais para a transição energética global.

Ao procurar alternativas de financiamento e cooperação técnica nos Estados Unidos, Kinshasa procura reequilibrar as suas relações comerciais internacionais, sem interromper contudo a dinâmica operacional e de exportação que já mantém no sector mineiro.