ANAVI quer financiamento privado para pôr fim à importação de carcaças e pele de frango
A produção nacional de aves é insuficiente para cobrir as necessidades de consumo e abastecer a indústria de enchidos, admitiu o presidente da Associação dos Avicultores de Angola (ANAVI). Perante o cenário de escassez, o responsável apelou aos empresários do sector transformador para investirem na avicultura local.
A posição da ANAVI surge após o Governo ter proibido a importação de restos de aves, designadamente pele e peito de frango, matérias-primas fundamentais para o fabrico de fiambre e salsichas
Apesar da proibição, os empresários ligados a este sector continuaram a importar essas matérias-primas, sob o pretexto da incapacidade produtiva no país. Só para se ter uma ideia, fontes do Valor Económico apontam para a necessidade de 10 contentores de 40 pés para cada empresa por mês, quantidade que os avicultores nacionais não conseguem produzir.
Embora esteja em marcha uma linha de financiamento encabeçada pelo Governo, no valor de 50 milhões de kwanzas para cada avicultor, Rui Santos admite que, actualmente, 90% do frango consumido no país vem do exterior por conta da incapacidade produtiva nacional, sendo que as pequenas e médias empresas que possuem capacidade instalada se encontram em subaproveitamento.
Para reverter o quadro, o líder da ANAVI insta os empresários ligados à indústria de enchidos a financiarem as pequenas e médias empresas dedicadas à criação de aves, a fim de aumentar a produção local e evitar a dependência externa.
“Nós não temos capacidade. Mas se esses empresários de enchidos, que esperam 90 dias para a mercadoria importada chegar ao país, reverterem os valores das importações para o sector da avicultura, ao fim deste período terão a matéria-prima produzida no mercado nacional”, defende.
Rui Santos garante que o principal desafio do sector, em alinhamento com a Coordenação Económica, é aumentar a produção de aves até aos primeiros meses do próximo ano, através da criação das condições necessárias para a proactividade das empresas, permitindo a cobertura integral da matéria-prima necessária.







ENDE lança ‘Divida Zero’ em Viana para recuperar 19,6 milhões de USD...