CUSTOS DE FINANCIAMENTO

Pressão fiscal em França leva euro a mínima de 17 meses

05 Oct. 2026 Valor Económico Mundo

Preocupações com a dívida francesa fortalecem o dólar, enquanto dados fracos do emprego nos EUA reduzem expectativas de subida dos juros da Fed em Outubro. 

Pressão fiscal em França leva euro a mínima de 17 meses
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O euro atingiu esta segunda-feira o nível mais baixo em 17 meses, pressionado pelas preocupações dos investidores com a situação fiscal de França e o impasse político no país, num contexto de aumento dos custos de financiamento das principais economias. A moeda única chegou a cair 0,8%, para 1,1160 dólares, antes de recuperar parte das perdas.

A pressão sobre o euro reflectiu-se também nos activos franceses, com as acções de Paris a atingirem mínimos de seis meses. O diferencial entre as obrigações francesas a 10 anos e as alemãs ultrapassou 150 pontos-base, numa sinalização de maior risco exigido pelos investidores para deter dívida francesa.

O enfraquecimento do euro deu novo suporte ao dólar, que também beneficiou dos elevados rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano; o índice do dólar avançou 0,3%, para 102,217 pontos, enquanto o rendimento dos títulos norte-americanos a 10 anos se manteve em 5,2771%.

Nos Estados Unidos, os dados mais fracos sobre o mercado de trabalho reduziram significativamente as expectativas de uma subida dos juros da Reserva Federal em Outubro. Segundo dados do CME FedWatch, referido pela Reuters,  os investidores atribuem agora 18% de probabilidade a uma subida este mês, contra 64% uma semana antes, embora uma subida em Dezembro continue amplamente prevista.

Já nos nos mercados accionistas, o STOXX 600 avançava 0,5%, enquanto o Nikkei japonês subia 2,4% e o índice MSCI da Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, ganhava 1,2%. No Brasil, os mercados também apontavam para uma abertura positiva após Flávio Bolsonaro avançar para a segunda volta das eleições presidenciais contra Luiz Inácio Lula da Silva, movimento que impulsionou activos brasileiros e levou um fundo negociado em bolsa ligado ao país a subir 15% em Frankfurt.