ECONOMIA INTERNACIONAL

Rial iraniano perde mais de metade do valor enquanto PIB contrai 10,1%

06 Oct. 2026 Valor Económico Mundo

Inflação anual aproxima-se dos 90% e sector petrolífero recua mais de 26%, num cenário

Rial iraniano perde mais de metade do valor enquanto PIB contrai 10,1%
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A economia do Irão enfrenta uma forte deterioração, com o rial iraniano negociado a cerca de 2,688 milhões por dólar norte-americano em 3 de Outubro, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) contraiu 10,1% entre 21 de Março e 20 de Junho, na comparação anual, segundo dados económicos recentes.

O agravamento da situação cambial ocorre num contexto de forte inflação, que atingiu cerca de 90% em Setembro, e de redução da actividade económica. A desvalorização do rial já eliminou mais de metade do valor da moeda no último ano, aumentando o custo dos produtos importados e pressionando o poder de compra das famílias.

O sector petrolífero e do gás foi um dos mais afectados pela contracção económica, com uma queda superior a 26% no período em análise. Entretanto, Mesmo excluindo o sector petrolífero, a economia iraniana contraiu cerca de 4,6%, sinalizando que o impacto da crise se estende para além da principal fonte de receitas externas do país.

A deterioração económica está associada, em grande medida, às sanções impostas pelos Estados Unidos, que restringem as exportações de petróleo do Irão e o acesso do país a moeda estrangeira.

A desvalorização da moeda, por sua vez, encarece as importações e contribui para a aceleração dos preços. Perante a perda de valor da moeda nacional e o aumento dos custos de alimentos e bens importados, as famílias têm recorrido ao dólar e ao ouro como formas de preservar as suas poupanças.

O Banco Central do Irão anunciou entretanto planos para vender até 2 mil milhões de dólares em moeda estrangeira através de bancos controlados pelo Estado, numa tentativa de estabilizar o rial.

A intervenção cambial, contudo, enfrenta dificuldades para recuperar a confiança na moeda, num momento em que a economia permanece sob pressão e a oferta de divisas continua condicionada pelas restrições às exportações petrolíferas.