Angola volta a ficar de fora do ranking das melhores universidades africanas
Nenhuma instituição angolana figura entre as 191 universidades de 20 países avaliadas pela Times Higher Education, enquanto a África do Sul coloca sete instituições entre as dez primeiras.
Angola voltou a ficar fora do Ranking Africano de Universidades 2027 da prestigiada revista Britânica Times Higher Education (THE), que reúne 191 instituições de 20 países do continente.
Na edição de 2026, a organização classificou 151 universidades de 18 países africanos, também sem incluir qualquer instituição angolana. Já na presente edição, a de 2027, a lista foi ampliada para 191 universidades de 20 países, e o Angola voltou a não figurar entre os países representados, ao passo que o Egipto manteve-se como o país com maior número de instituições, com 40, seguido pela Argélia, com 31, enquanto a África do Sul passou a contar com 17 universidades classificadas.
A classificação de 2027 é liderada pela Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, que ocupa a 147.ª posição mundial, seguida pela Universidade de Witwatersrand, Universidade de Stellenbosch e Universidade de Joanesburgo, todas da África do Sul.
A Universidade Politécnica Mohammed VI, de Marrocos, aparece em quinto lugar, sendo a primeira instituição não sul-africana entre as cinco melhores. Seguem-se a Universidade de Pretória e a Universidade de KwaZulu-Natal, ambas da África do Sul; fazendo, deste modo, com que território sul- africano apareça a dominar o topo do ranking ao colocar sete instituições entre as dez primeiras.
Contudo, o Egipto é o país com maior número de instituições representadas no ranking, com 40 universidades, seguido pela Argélia, com 31. A classificação inclui ainda instituições do Quénia, Nigéria, Tunísia, Marrocos, Gana, Uganda e Tanzânia, entre outros países.
Angola, apesar de possuir várias instituições de ensino superior públicas e privadas, como A Universidade Agostinho Neto, O ISPETEC e a Universidade Católica, não aparece entre as universidades classificadas, segundo os critérios de legibilidade da THE que incluem, entre outros requisitos, a oferta de cursos de graduação e uma produção mínima de 1.000 publicações relevantes entre 2021 e 2025, com pelo menos 100 publicações por ano.
De modo geral, o ranking avalia as universidades em cinco grandes dimensões: ensino, ambiente de investigação, qualidade da investigação, perspectiva internacional e ligação à indústria. A qualidade da investigação representa 30% da avaliação, seguida do ensino, com 29,5%, e do ambiente de investigação, com 29%. A perspectiva internacional pesa 7,5%, enquanto a indústria representa 4%.
E, entre os indicadores considerados da THE, estão a reputação académica, produtividade científica, impacto das citações, excelência e influência da investigação, colaboração internacional, proporção de estudantes e docentes estrangeiros, receitas provenientes da indústria e patentes.
Vale ressaltar que, embora tenha sido divulgado em 2026, o ranking é identificado como edição 2027 por corresponder ao ciclo académico seguinte. A Times Higher Education publica antecipadamente a classificação, utilizando dados e indicadores recolhidos nos anos anteriores para avaliar o desempenho das instituições no período de referência.







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