ENSINO SUPERIOR | AVALIAÇÃO INTERNACIONAL

Angola volta a ficar de fora do ranking das melhores universidades africanas

05 Oct. 2026 Valor Económico Mundo

Nenhuma instituição angolana figura entre as 191 universidades de 20 países avaliadas pela Times Higher Education, enquanto a África do Sul coloca sete instituições entre as dez primeiras. 

Angola volta a ficar de fora do ranking das melhores universidades africanas
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Angola voltou a ficar fora do Ranking Africano de Universidades 2027 da prestigiada revista Britânica  Times Higher Education (THE), que reúne 191 instituições de 20 países do continente.

Na edição de 2026, a organização classificou 151 universidades de 18 países africanos, também sem incluir qualquer instituição angolana.  Já na presente edição, a de 2027, a lista foi ampliada para 191 universidades de 20 países, e o Angola voltou a não figurar entre os países representados, ao passo que o Egipto manteve-se como o país com maior número de instituições, com 40, seguido pela Argélia, com 31, enquanto a África do Sul passou a contar com 17 universidades classificadas.

A classificação de 2027  é liderada pela Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, que ocupa a 147.ª posição mundial, seguida pela Universidade de Witwatersrand, Universidade de Stellenbosch e Universidade de Joanesburgo, todas da África do Sul.

A Universidade Politécnica Mohammed VI, de Marrocos, aparece em quinto lugar, sendo a primeira instituição não sul-africana entre as cinco melhores. Seguem-se a Universidade de Pretória e a Universidade de KwaZulu-Natal, ambas da África do Sul; fazendo, deste modo, com que território sul- africano apareça a dominar o topo do ranking ao colocar sete instituições entre as dez primeiras.

Contudo, o Egipto é o país com maior número de instituições representadas no ranking, com 40 universidades, seguido pela Argélia, com 31. A classificação inclui ainda instituições do Quénia, Nigéria, Tunísia, Marrocos, Gana, Uganda e Tanzânia, entre outros países.

Angola, apesar de possuir várias instituições de ensino superior públicas e privadas, como A Universidade Agostinho Neto, O ISPETEC e a Universidade Católica, não aparece entre as universidades classificadas, segundo os critérios de legibilidade  da THE que incluem, entre outros requisitos, a oferta de cursos de graduação e uma produção mínima de 1.000 publicações relevantes entre 2021 e 2025, com pelo menos 100 publicações por ano.

De modo geral, o ranking avalia as universidades em cinco grandes dimensões: ensino, ambiente de investigação, qualidade da investigação, perspectiva internacional e ligação à indústria. A qualidade da investigação representa 30% da avaliação, seguida do ensino, com 29,5%, e do ambiente de investigação, com 29%. A perspectiva internacional pesa 7,5%, enquanto a indústria representa 4%.

E, entre os indicadores considerados da THE,  estão a reputação académica, produtividade científica, impacto das citações, excelência e influência da investigação, colaboração internacional, proporção de estudantes e docentes estrangeiros, receitas provenientes da indústria e patentes.

Vale ressaltar que, embora tenha sido divulgado em 2026, o ranking é identificado como edição 2027 por corresponder ao ciclo académico seguinte. A Times Higher Education publica antecipadamente a classificação, utilizando dados e indicadores recolhidos nos anos anteriores para avaliar o desempenho das instituições no período de referência.