Tensão no Estreito de Ormuz

Irão ameaça fechar rotas alternativas no Estreito de Ormuz

07 Oct. 2026 Valor Económico Mundo

Guarda Revolucionária afirma que as passagens são usadas por pequenas embarcações para contrabandear petróleo e transferi-lo para navios-tanque.

Irão ameaça fechar rotas alternativas no Estreito de Ormuz
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O Irão deverá fechar, nos próximos dias, as rotas de trânsito que considera ilegais no Estreito de Ormuz, incluindo uma passagem marítima junto à costa de Omã, segundo Mohammadreza Naqdi, assessor do comandante da Guarda Revolucionária, citado nesta quarta-feira pela agência semioficial Fars.

Segundo Naqdi, as rotas alternativas foram abertas através de explosões e danos em algumas das passagens rochosas da hidrovia estratégica e têm sido utilizadas por pequenas embarcações envolvidas no contrabando de petróleo e na transferência da carga para navios-tanque.

“O Estreito de Ormuz está fechado e as forças armadas da República Islâmica do Irão têm controlo total sobre ele”, afirmou o responsável, acrescentando que a situação deverá manter-se até que sejam atendidas as “exigências legítimas” de Teerão.

Apesar das declarações iranianas, dados provisórios da Kpler indicam que a média móvel de sete dias das exportações de petróleo bruto da região atingiu 18,3 milhões de barris por dia em 30 de Setembro, dados que incluem petróleo transportado através do Estreito de Ormuz, do Mar Vermelho, bem como cargas provenientes de terminais e operações de transferência de navio para navio no Golfo de Omã.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) tem, contudo, rejeitado a ideia de que o aumento dos fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz represente uma recuperação sustentada das exportações ou que resulte da intervenção da Marinha norte-americana.

Na quinta-feira, o conselheiro da IRGC, Majid Mirahmadi, afirmou que apenas cerca de 10 navios atravessam diariamente a hidrovia, contra uma média de 125 antes do início da guerra, em 28 de Fevereiro.

Entretanto, embora o fluxo de petróleo tenha aumentado em Setembro, os ataques iranianos contra petroleiros e as restrições logísticas continuam a afectar a navegação, colocando em dúvida a capacidade de manutenção dos actuais níveis de exportação.