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Fundo climático do Pacífico chega a 200 milhões de dólares, mas fica longe da meta

07 Oct. 2026 Valor Económico Mundo

Fundo de Resiliência do Pacífico recebe cerca de 15 milhões de dólares em novas promessas de financiamento e pretende atingir 500 milhões de dólares após a COP31, antes de chegar à meta final 1,5 mil milhões. 

Fundo climático do Pacífico chega a 200 milhões de dólares, mas fica longe da meta
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O Fundo de Resiliência do Pacífico (PRF) recebeu novas promessas de financiamento de cerca de 15 milhões de dólares, elevando o seu capital para pouco menos de 200 milhões de dólares, mas ainda distante da meta de 500 milhões de dólares estabelecida para depois da COP31, que termina em Novembro.

As novas contribuições anunciadas, esta quarta-feira, por Fiji, Irlanda, Países Baixos e Dinamarca destinam-se a financiar projectos de adaptação e resiliência climática nos pequenos Estados insulares do Pacífico, particularmente expostos à subida do nível do mar e aos efeitos das alterações climáticas.

O fundo, criado pelos governos das ilhas do Pacífico, tem como objectivo final alcançar 1,5 mil milhões de dólares. Cerca de metade dos recursos actualmente mobilizados veio dos próprios governos insulares, da Nova Zelândia e da Austrália, segundo o Fórum das Ilhas do Pacífico.

Durante a conferência climática pré-COP, que decorre em Fiji, os líderes das ilhas do Pacífico voltaram a pressionar por maior acesso aos fundos internacionais para adaptação climática.

“Este é o momento de investir. O seu investimento dá-nos tempo”, afirmou o primeiro-ministro das Ilhas Cook, Mark Brown, aos participantes da reunião.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, também defendeu o reforço do financiamento, considerando que os investimentos antecipados podem reduzir os custos futuros associados à recuperação dos impactos climáticos.

“Cada investimento feito agora fará diferença e significará custos menores de remediação amanhã e no futuro”, afirmou.

Investimentos começam a chegar às comunidades
O PRF pretende aplicar o capital mobilizado e utilizar os rendimentos para financiar projectos de pequena dimensão em grande escala, num modelo que o director executivo da instituição, Finau Soqo, descreve como “pequenas doações em larga escala”.

Os primeiros projectos incluem a recuperação de uma plantação de taro rodeada por mangais e cultivada por mulheres em Palau e a restauração de um aquífero construído durante a Segunda Guerra Mundial nos Estados Federados da Micronésia.

Desde o financiamento destes dois projectos, a organização apoiou mais 12 iniciativas, segundo Soqo.

A necessidade de financiamento ganha particular relevância perante a exposição dos pequenos Estados insulares aos efeitos da subida do nível do mar. Na terça-feira, representantes de cerca de 30 países visitaram Tuvalu, onde observaram trabalhos de dragagem de areia da lagoa de um atol para a criação de novas áreas de terreno capazes de resistir a marés mais elevadas.

Entretanto, além dos recursos provenientes dos governos, o PRF pretende, a prazo, atrair investidores privados e recorrer aos mercados internacionais de capitais. Segundo Finau Soqo, o fundo poderá futuramente captar recursos através da emissão de títulos próprios, ampliando a capacidade de financiamento de projectos de adaptação climática nas ilhas do Pacífico.