num evento em Luanda

Ministra das Pescas exige maior aproveitamento económico do potencial marítimo

18 Sep. 2026 Economia / Política

Carmen do Sacramento Neto defende integração de infra-estruturas, cadeias de valor e investimento para aumentar a produção, reduzir perdas e ampliar a capacidade de exportação do sector.

Ministra das Pescas exige maior aproveitamento económico do potencial marítimo
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A ministra das Pescas e dos Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto, defendeu, durante a VI Conferência da Economia Azul, em Luanda, que Angola precisa de transformar o seu potencial marítimo em valor económico que permaneça no País, com impacto na qualidade dos alimentos, no rendimento das comunidades, nas competências 

Na ocasião, Carmen do Sacramento Neto preconizou uma abordagem integrada da economia azul, que envolva as pescas, a aquicultura, a produção de sal, os portos, os transportes marítimos, a construção e reparação naval.

 “A economia azul exige uma visão integrada do território, dos recursos naturais e da actividade económica”, sustentou, acrescentando que “qualquer decisão que venhamos a tomar no mar produzirá efeitos em terra”.

No domínio das infra-estruturas, a ministra apontou os portos e os corredores logísticos como elementos decisivos para a industrialização e defendeu a articulação entre as infra-estruturas destinadas à indústria petrolífera, às pescas e aos transportes, através de modelos de agregação e de clusters.

No sector das pescas, revelou que Angola dispõe de 220 locais de desembarque de pescado, dos quais 115 são informais. Segundo a governante, a existência destes pontos de desembarque em praias cria conflitos com outras utilizações da costa e exige uma reorganização do sector.

Perante este cenário, explicou, o sector pretende organizar locais de desembarque com infra-estruturas básicas, como gelo, água, energia, conservação, inspecção sanitária, manutenção de embarcações e transporte adequado.

“O sector tem uma missão que se está a tentar levar a cabo, na forma tentada, e que direi no próximo ano, na forma conseguida: organizar locais de desembarque”, afirmou.

Para a ministra, a reorganização deverá ser acompanhada por investimento público e privado. “É neste tipo de iniciativas que trazemos a oferta que vimos fazendo: trazer investimento, mas investimento de qualidade, público e privado”, sustentou.