MERCADO PETROLÍFERO | TENSÕES NO MÉDIO ORIENTE

Petróleo mantém-se perto de máximas de seis semanas com ataques entre EUA e Irão

07 Sep. 2026 Valor Económico Mundo

Brent recua ligeiramente para 96,19 dólares por barril, enquanto a redução do tráfego no Estreito de Ormuz aumenta os receios sobre a oferta mundial.

Petróleo mantém-se perto de máximas de seis semanas com ataques entre EUA e Irão
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Os preços do petróleo mantêm-se próximos dos máximos de seis semanas, pressionados pela redução dos fluxos de crude no Médio Oriente, na sequência de novos ataques entre os Estados Unidos e o Irão contra navios que circulavam no Estreito de Ormuz e noutras zonas da região.

O Brent recuava 0,1%, para 96,19 dólares por barril, às 08h22 GMT desta segunda-feira, depois de ter atingido 97,93 dólares, o nível mais elevado desde 24 de Julho.

No mercado norte-americano, o West Texas Intermediate (WTI) negociava a 91,03 dólares por barril, menos 45 centavos, mantendo-se igualmente próximo do máximo das últimas seis semanas. Na semana passada, o Brent valorizou cerca de 8%, enquanto o WTI avançou quase 10%, após a retoma dos ataques entre Washington e Teerão.

No sábado, forças norte-americanas atacaram três petroleiros iranianos, incluindo um nas proximidades da ilha de Kharg, um dos principais centros de exportação de petróleo do Irão.

Por sua vez, a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão afirmou ter atacado três petroleiros que navegavam por rotas não autorizadas no Estreito de Ormuz, além de três embarcações norte-americanas noutras zonas.

A empresa de inteligência marítima Marisks classificou os ataques como uma “escalada significativa”, apontando para uma crescente utilização de navios comerciais como instrumentos de pressão económica entre os dois países, segundo a Reuters.

Entretanto, dados da empresa de análise Kpler indicam que uma média de apenas 10 navios mercantes transitou diariamente pelo Estreito de Ormuz nos últimos 10 dias, o nível mais baixo desde Maio.

A redução do tráfego marítimo reforça os receios de um choque na oferta mundial de petróleo, sobretudo caso o movimento de petroleiros continue a diminuir de forma significativa.