Défice contribuiu para a deterioração do capital próprio

Gráfica arrestada pelo Estado afunda-se em prejuízos e perde mais de 180 milhões em 2025

A Damer Gráfica, empresa recuperada pelo Estado no âmbito do combate à corrupção, fechou o último ano com um prejuízo líquido superior a 180,5 milhões de kwanzas.

Gráfica arrestada pelo Estado afunda-se em prejuízos e perde mais de 180 milhões em 2025
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Este resultado negativo representa uma queda de 56,2% face ao exercício de 2024, altura em que registava um défice superior em mais 413 milhões de kwanzas. A derrapagem financeira contribuiu para uma forte deterioração do capital próprio da sociedade. 
Diante deste cenário, o relatório e contas de 2025 da instituição indica que o reforço dos activos correntes aumentou mais de 233%, ao sair dos anteriores 329.087.828 para 1,98 mil milhões de kwanzas, e as contas a receber aumentaram de 467,3 milhões para 6 mil milhões de kwanzas. 
 Apesar da queda no resultado líquido, a Damer gastou mais 17,4% em custos com o pessoal, uma vez que em 2025 despendeu mais de 2,2 mil milhões de kwanzas, contra os 1,9 mil milhões de kwanzas do ano anterior.  
O documento aponta, igualmente, que a empresa assinalou um recuo significativo, na ordem dos 43,5%, no resultado operacional, ao baixar de 414,5 milhões de kwanzas em 2024 para 234 milhões de kwanzas.  
No seu parecer, o auditor independente afirma não ter observado a contagem dos inventários físicos, nem lhe ter sido possível, através de meios alternativos, comprovar de forma satisfatória as quantidades de inventários existentes, a sua obsolescência, nem validar a respectiva valorização.  
A Damer foi fundada em 2007 e esteve integrada no grupo de comunicação Media Nova, que pertencia aos generais "Kopelipa" (Manuel Hélder Vieira Dias Júnior) e "Dino" (Leopoldino Fragoso do Nascimento). Em Outubro de 2020, no âmbito do combate à corrupção liderado pelo actual Governo e dos processos de recuperação de activos criados com fundos públicos, os generais entregaram voluntariamente a gráfica à Procuradoria-Geral da República (PGR).