Agricultura angolana afunda em défice de produtividade, financiamento e infra-estruturas
RELATÓRIO. Braço das Nações Unidas aponta para cerca de 70% dos agregados familiares afectados pela seca na região Sul, comprometendo a produção agropecuária, os rendimentos, os meios de subsistência e a capacidade de resistência das famílias. Perante uma crise agravada pelo “stress hídrico”, escassez de pasto, pragas e doenças, a resposta passou por um projecto de emergência de apenas 500 mil dólares, executado entre Agosto de 2024 e Dezembro de 2025, valor que não eliminou a exposição estrutural dos produtores aos choques climáticos.
A baixa produtividade da agricultura familiar, o limitado acesso ao financiamento, a fraca integração nos mercados, os altos níveis de segurança alimentar e nutricional e as insuficiências das infra-estruturas logísticas continuam a travar a transformação dos sistemas agroalimentares no país. Esta é a conclusão a que chegou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no relatório anual de 2025, que inclui os resultados do primeiro trimestre de 2026.
O diagnóstico surge um ano depois de a organização implementar, em parceria com o Governo, a nova Estratégia Nacional de Reconversão dos Sistemas Agroalimentares 2026–2035, como apoio à formulação de políticas, capacitação de agricultores e técnicos, desenvolvimento de cadeias de valor, resposta à seca e preparação de novas iniciativas de investimento.
Para ler o artigo completo no Jornal em PDF, faça já a sua assinatura, clicando em 'Assine já' no canto superior direito deste site.








“Não temos transformado relações bastante amistosas em uma engenharia de negócios”