Défice de vagas no país deixa cerca de 80 mil trabalhadores fora do mercado
Cerca de 179.488 cidadãos procuraram emprego em 2024, numa altura em que o mercado nacional oferecia apenas 100.068 vagas de trabalho. A diferença entre a oferta e a procura resultou na inserção laboral de 99.714 cidadãos, o que significa que apenas 44% dos candidatos conseguiram obter um posto de trabalho.
Os números constam do Anuário de Estatísticas do Trabalho Estruturado e Segurança Social, um documento elaborado pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo o relatório, os centros de emprego estatais lideraram a absorção de candidaturas, tendo registado 89,8 mil solicitações. Directamente junto das empresas deram entrada 84,2 mil pedidos de trabalho, enquanto as agências privadas de colocação mediaram 5,2 mil candidaturas no mesmo período.
Com esses dados em relação a procura de emprego, regista-se um aumento de 3,4% em relação ao ano de 2023, já nas colocações de emprego houve uma redução de 11,5%, assim como as ofertas de trabalho, que registou igualmente uma redução com mesmo valor percentual em 2024.
Já na Segurança Social, o sector registou uma significativa evolução ao conseguir atingir os 3 milhões de inscritos contra os anteriores 2,7 milhões de contribuintes, registando uma variação de 9,3%, sendo que o INSS assegurou mais de 170 pensionistas neste período.








“Não temos transformado relações bastante amistosas em uma engenharia de negócios”