alegam dupla tributação e alertam para o impacto

Transportadores contestam novas portagens e exigem revisão imediata dos preços

A Associação dos Transportadores Rodoviários de Mercadorias de Angola (ATROMA), considera “muito pouco correcta” a introdução das novas tarifas de portagem em todo o território nacional e defende a sua revisão imediata. A contestação da classe empresarial surge na véspera da entrada em vigor dos novos valores, agendada para esta sexta-feira.

Transportadores contestam novas portagens e exigem revisão imediata dos preços

A tarifa varia entre os 250 e os 7 mil kwanzas. De acordo com a presidente do Conselho de Administração do Fundo de Obras Rodoviárias, Ana Cristina da Costa, os montantes a praticar nas infra-estruturas internas, a exemplo do posto da Barra do Kwanza,  dependem da tipologia de cada automóvel, ficando o tecto máximo de 7 mil kwanzas reservado aos camiões e veículos pesados.

Segundo a presidente, essas receitas visam essencialmente reforçar o financiamento da manutenção e conservação das infra-estruturas rodoviárias. 

Entretanto, a ATROMA contesta a cobrança por considerar que os utilizadores já contribuem para a construção e manutenção das estradas através dos impostos. “Aos olhos da TROMA, aos olhos de todos os transportadores a nível nacional e de todos os camionistas e automobilistas, é uma medida muito pouco correcta” afirmou o director executivo da associação, Licínio Fernandes, ao Jornal Valor Económico.  “Não é justo, não é correcto que apareça uma dupla tributação. Agora vamos pagar uma taxa pelas mesmas estradas que nós pagamos para serem construídas”, contestou. 

Segundo o responsável,  a cobrança de portagens deveria estar associada a infra-estruturas com investimento privado, citando como exemplo a futura auto-estrada que ligará o Lobito ao Luau, e explicou que a nova cobrança deverá aumentar os custos das empresas de transporte e, consequentemente, ser repercutida no consumidor final, defendendo, por isso, que “deveria ser revista essa medida”. 

O director  criticou ainda o funcionamento das balanças de pesagem de veículos pesados, defendendo a criação de espaços próprios onde os transportadores possam retirar o excesso de carga antes de prosseguir viagem.