EUA prometem apoiar desenvolvimento do processamento de minerais críticos no Quénia
Washington pretende reforçar a cadeia de valor dos minerais estratégicos no Quénia e reduzir a dependência da China no fornecimento de terras raras e outros recursos essenciais.
Os Estados Unidos vão apoiar o Quénia no desenvolvimento de uma indústria de processamento de minerais críticos, numa altura em que Washington procura diversificar as cadeias globais de abastecimento e reduzir a dependência da China, que domina a produção e o processamento de vários minerais estratégicos.
Por outro lado, o Quénia analisa propostas para o desenvolvimento do depósito de Mrima Hill, na região costeira, que deverá conter terras raras e nióbio, um metal utilizado na indústria aeroespacial, com reservas estimadas em dezenas de milhares de milhões de dólares. E, neste sentido, o Presidente queniano, William Ruto, saudou o apoio norte-americano e destacou o potencial do processamento local para a criação de empregos, e afimou ainda que o seu governo afirma estar a acelerar a exploração responsável de terras raras, titânio, grafite, lítio, nióbio e outros recursos considerados estratégicos.
A empresa norte-americana Critical Metals Corp e a australiana RareX estão entre as empresas pré-seleccionadas para concorrer aos direitos de desenvolvimento de Mrima Hill, embora o Governo queniano ainda não tenha divulgado oficialmente a lista final de concorrentes.
Segundo responsáveis norte-americanos, Washington defende um modelo que privilegie o processamento e a agregação de valor nos próprios países produtores, em vez de limitar-se à extracção e exportação dos minerais.








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