Ministério da Agricultura medeia venda de milho, mas produtores continuam à espera de compradores
Os produtores de milho passam a contar com a intermediação directa do Ministério da Agricultura e Florestas no processo de escoamento e venda das suas colheitas. A medida tem gerado optimismo no sector, com os agricultores a manifestarem a expectativa de ver concretizados novos negócios nos próximos tempos.
O otimismo da classe surge na sequência de uma iniciativa da Direcção Nacional de Agricultura e Pecuária (DNAP), que procedeu ao cadastramento de 39 produtores em todo o país. A medida permitiu disponibilizar uma lista pública para que potenciais compradores entrem em contacto directo com os agricultores ou através da tutela ministerial.
Segundo Venâncio Martins, produtor de milho na província do Bié, após ter submetido a sua candidatura ao programa, foi contactado por responsáveis da DNAP no sentido de aferir se já tinha sido abordado por eventuais clientes interessados na compra da produção.
“Depois de eu dizer que ainda não recebi telefonema algum de clientes, prometeram-me apenas que a qualquer momento serei solicitado”, reportou Venâncio Martins, que garante ter mais de 100 toneladas de milho em ‘stock’.
Na Huíla, Carlos Elavoco diz ter uma capacidade de mais de 80 toneladas de milho para satisfazer o mercado. Mas receia que esta venha a ser mais uma das tentativas fracassadas.
Elavoco conta, inclusive, que recebeu uma delegação ministerial com empresários brasileiros para constatar in loco a sua capacidade produtiva e a qualidade do cereal.
O Valor Económico apurou, através dos produtores de milho cadastrados pela DNAP, que a situação é semelhante, continuando estes a aguardar pelos prováveis compradores, como afirma o responsável da Fazenda Tucuve Menongue, Pedro João, que espera com ansiedade o contacto com o ministério ou clientes.







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